[RESUMO] Crítico musical analisa a trajetória artística de João Bosco, que completa 80 anos em 13 de julho. Da estreia em disco em 1972, no compacto que dividiu com o já consagrado Tom Jobim, ao mais recente álbum, em 2024, o músico empreendeu uma busca sem fim por excelência musical, que se manifesta na escolha de seus parceiros de composição e no perfeccionismo de suas performances, nas quais se instala a sua presença luminosa como cantor-violonista.
Em uma premonitória entrevista dada a Zuza Homem de Mello em 1967, Vinicius de Moraes declarou que seus parceiros poderiam ser "desde João Sebastião Bach, até um menino que encontrei outro dia em Ouro Preto, João Bosco". Mais um octogenário ilustre, o canceriano João Bosco nasceu em 13 de julho de 1946, em Ponte Nova (MG).
Haveriam de passar cinco anos até a estreia discográfica do "menino": "Agnus Sei", primeira canção da dupla João Bosco e Aldir Blanc, sairia no célebre disco de bolso lançado em 1972 pelo jornal O Pasquim.
Bosco fora escolhido como o artista iniciante para ocupar o "lado B" do compacto cujo carro-chefe era nada menos que a primeira gravação de "Águas de Março", de um já consagradíssimo Tom Jobim. Desde então, até chegar à sabedoria ancestral que marca o CD "Boca Cheia de Frutas" (2024), foram 28 álbuns, nos quais nenhuma nota é desperdiçada.







