Você já ouviu alguém dizer que "o corpo guarda as marcas"? Para muitas pessoas, essa frase é uma forma útil de nomear o impacto físico que o estresse e o trauma podem causar quando o corpo está em modo de "luta ou fuga".
O uso dessa expressão também demonstra o alcance extraordinário do livro de não ficção de 2014 que a popularizou, "O Corpo Guarda as Marcas", do psiquiatra holandês Bessel van der Kolk. Mas, à medida que a ideia se espalhou, ela também foi simplificada.
Na verdade, este livro, que passou quase seis anos na lista de mais vendidos do The New York Times, vai além de argumentar que o trauma afeta o corpo. Ele se baseia em uma afirmação muito mais controversa: que memórias traumáticas vivem no corpo, inacessíveis à memória consciente.
Essa ideia de memórias reprimidas tem uma história longa e controversa. Eis por que estamos preocupados com seu retorno.
As guerras da memória










