Há um delicioso livro chamado "Messi Táctico", publicado pelo jornalista Alex Delmas, em 2018. Trata da evolução de posicionamentos do melhor jogador do planeta no século 21.

Quando estreou no Barcelona, na temporada 2004/2005, era ponta-direita. O ataque titular do Barça nas oitavas de final da Champions de 2006 tinha Messi, Eto’o e Ronaldinho. Messi apanhou muito do lateral-esquerdo Del Horno, do Chelsea, nas oitavas. Machucado, ficou fora das quartas e o francês Giuly foi titular na final, vencida contra o Arsenal.

Três anos depois, na véspera de um clássico contra o Real Madrid, Guardiola chamou Messi ao seu quarto, mostrou o espaço vazio às costas dos volantes Fernando Gago e Lass Diarra e lhe pediu: "Quando eu fizer um sinal, quero que inverta de posição com Eto’o. Ele vai para a ponta, você como centroavante, mas nas costas dos meio-campistas".

Messi marcou dois gols, o Barcelona goleou o Real Madrid por 6 x 2 e Guardiola popularizou a expressão "falso 9".

Na ciência, vácuo é a ausência de matéria num espaço ou região. Os cientistas deveriam estudar Messi em sua carreira e também nesta Copa do Mundo.