Vocês devem ter visto redes sociais afora muito chinês assistindo apaixonadamente à Copa do Mundo (e torcendo muito pelo Brasil contra o Japão no último jogo). A proliferação de vídeos fez pipocar na internet uma pergunta tão antiga quanto incômoda.

Afinal, por que o país mais populoso do planeta e uma potência olímpica joga tão mal o esporte mais popular do mundo e não se classificou para o torneio da Fifa?

A pergunta tem fundamento concreto na trajetória do país, que disputou uma única Copa masculina, em 2002. A seleção saiu na primeira fase com três derrotas e nenhum gol marcado. Uma delas foi um 4 a 0 para o Brasil. Hoje ocupa a 90ª posição no ranking da Fifa, logo acima de Curaçao, ilha com pouco mais de 150 mil habitantes.

O dinheiro nunca foi o obstáculo, como mostra a farra de gastos iniciada em 2015. Clubes da Superliga Chinesa gastaram bilhões de dólares. Contrataram Oscar, Hulk, Carlos Tévez e Alex Teixeira, além dos técnicos Marcello Lippi e Luiz Felipe Scolari.

Em 2011, Xi Jinping, torcedor assumido, disse ter três desejos: ver a China na Copa, sediar o torneio e vencê-lo. O governo prometeu tornar o país uma potência do futebol até 2050.