PUBLICIDADE Última participação da seleção chinesa foi em 2002, na Coreia do Sul e no Japão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas assistem à partida de abertura da Copa do Mundo de futebol de 2026 entre México e África do Sul em um bar esportivo em Xangai, em 12 de junho de 2026 — Foto: Hector RETAMAL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 18:30 China luta para se firmar no futebol mundial apesar de esforços e investimentos maciços Apesar de um investimento maciço e 200 milhões de torcedores, a China continua ausente na Copa do Mundo desde 2002. O presidente Xi Jinping expressou o desejo de ver o país competir e até sediar o evento, mas os resultados não vieram. Enquanto outras seleções asiáticas avançam, a China enfrenta desafios, inclusive nas transmissões televisivas. Contudo, a árbitro Ma Ning se destaca, ganhando popularidade nas redes sociais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com o início da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, uma ausência chamou a atenção: a da China. Apesar de ser o segundo país mais populoso do planeta, contar com cerca de 200 milhões de torcedores e investir desde a década de 1990 no futebol, a seleção masculina chinesa ficou fora do principal torneio da modalidade. Sua última participação foi em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. O próprio presidente chinês, Xi Jinping, já afirmou que deseja ver o país classificado para uma Copa do Mundo um dia, sediar o torneio e, futuramente, conquistá-lo. No entanto, de acordo com o jornal americano Wall Street Journal, os bilhões de dólares investidos, as mudanças promovidas na administração do esporte e as campanhas anticorrupção não se traduziram em melhores resultados dentro de campo. Quando observado o cenário asiático, o contraste é ainda maior. Segundo o WSJ, nove seleções do continente garantiram vaga na competição, entre elas Japão e Coreia do Sul, que consolidaram projetos de longo prazo voltados à formação de jovens atletas, ao fortalecimento de suas ligas nacionais e à inserção de jogadores em clubes europeus. A ausência da China na competição ganhou destaque também por causa das negociações para a transmissão do torneio no país. Segundo o WSJ, appós semanas de incerteza e um pedido pelos direitos de transmissão de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhões), a emissora estatal CCTV finalmente fechou um acordo com a Fifa de cerca de US$ 60 milhões (R$ 306 milhões) no mês passado para exibir os jogos. Segundo a CCTV, o contrato também inclui os direitos das Copas do Mundo Femininas de 2027 e 2031, com transmissões previstas para televisão, internet e dispositivos móveis. Nas redes sociais, porém, torcedores demonstraram frustração sobre o enorme investimento e a ausência da China em uma Copa do Mundo. "Estamos pagando dezenas de milhões de dólares para assistir a 48 outros países jogando enquanto os nossos provavelmente estão de férias. A maior traição do esporte mundial", escreveu um usuário chinês de uma rede social, citado pelo WSJ. Mas enquanto a seleção masculina chinesa ainda não conseguiu o feito, a equipe feminina já acumulou conquistas mais expressivas. Conhecidas como "Rosas de Aço", as chinesas já disputaram oito edições da Copa do Mundo feminina e chegaram à final em 1999, quando foram derrotadas pelos Estados Unidos nos pênaltis após empate sem gols. Pessoas caminham ao lado de uma réplica da taça da Copa do Mundo em um shopping center em Pequim, em 12 de junho de 2026 — Foto: ADEK BERRY / AFP Árbitro famoso Na ausência de uma seleção, o árbitro chinês Ma Ning, de 46 anos, ganhou notoriedade inesperada entre os torcedores. Uma hashtag relacionada à sua viagem foi visualizada mais de 3,6 milhões de vezes na popular plataforma de mídia social chinesa Weibo. E sua conta no RedNote, outra plataforma popular no país, ganhou 195 mil seguidores em menos de duas semanas. Ma Ning está participando de sua segunda Copa do Mundo, depois de ter estreado como quarto árbitro no Catar em 2022. Conhecido como o "Mestre dos Cartões", Ma Ning ganhou o apelido depois de distribuir nove cartões amarelos e três vermelhos durante um clássico acirrado em Xangai, em 2015. Uma foto que circulou nas redes sociais o mostrava em um aeroporto chinês, pronto para viajar para a Copa do Mundo de 2026. "Suas malas certamente estão cheias de cartões amarelos e vermelhos", comentou um usuário do Weibo. Ele é o único árbitro chinês na lista de 52 da Fifa e será acompanhado na América do Norte pelo árbitro assistente Zhou Fei e pelo oficial de VAR Fu Ming. Com agências internacionais.