O papa Leão 14 usou uma visita à ilha italiana de Lampedusa neste sábado (4) para pedir aos líderes europeus que façam mais para ajudar imigrantes desesperados que arriscam travessias perigosas pelo Mediterrâneo, enquanto as chegadas à ilha na linha de frente ultrapassaram 7.000 este ano.

Leão, que provocou a ira de Donald Trump no ano passado após chamar as políticas anti-imigração linha-dura do presidente americano de "desumanas", pediu ao mundo que se torne "mais humano" e ajude aqueles que fogem da guerra ou da pobreza.

"Aqueles que perderam suas vidas neste mar são vítimas tanto de decisões que foram tomadas quanto de decisões que não foram tomadas", disse o papa como parte de uma visita solene de um dia, realizada enquanto seu país natal, os Estados Unidos, celebrava seu 250º aniversário.

O primeiro papa nascido nos EUA pediu à Europa que enfrente a migração "de maneira abrangente, integrando esforços de socorro imediato em um plano estratégico de longo prazo capaz de receber, proteger, apoiar e integrar imigrantes".

Lampedusa, que fica entre a Tunísia, Malta e Sicília, está em uma das rotas migratórias mais mortais do mundo. Muitos migrantes chegam após cruzar o Mediterrâneo em barcos superlotados e embarcações improvisadas.