O papa Leão XIV instou a Europa, neste sábado 4, a se esforçar para “proteger” e “integrar” os migrantes, durante uma visita à ilha italiana de Lampedusa, que se tornou símbolo da crise migratória com milhares de mortos na perigosa travessia da África pelo Mediterrâneo.
O primeiro papa americano da Igreja Católica, que se confrontou com o governo do presidente Donald Trump pelo tratamento dado aos migrantes, fez coincidir a viagem com o 4 de julho, data em que os Estados Unidos comemoram os 250 anos de sua independência.
A visita de Leão XIV ocorre duas semanas após a União Europeia aprovar novas normas migratórias, que preveem maior uso da detenção e a criação de centros de retenção fora de suas fronteiras.
“Destes confins da Europa no Mar Mediterrâneo, vê-se melhor o chamado que o fenômeno migratório dirige à sociedade europeia”, disse o papa em sua homilia.
“A Europa tem a capacidade (…) de enfrentar a crise de modo orgânico, inserindo os primeiros socorros em um plano estratégico de longa duração, que seja capaz de acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e, ao mesmo tempo, trabalhar pelo desenvolvimento, de tal forma que ninguém se veja obrigado a emigrar”, declarou.











