O Papa Leão 14 apelou aos líderes mundiais na quinta-feira (11) para que tratem os migrantes com mais humanidade, alertando, durante uma visita às Ilhas Canárias, na Espanha —um dos principais pontos de migração da Europa—, que a história condenaria aqueles que permitissem que pessoas fugindo da guerra ou da pobreza sofressem.
No que chamou de "apelo à consciência" dos políticos da Europa e da comunidade internacional, o primeiro papa americano afirmou que "a dignidade humana não tem passaporte e não perde seu valor ao cruzar uma fronteira".
"Não podemos nos acostumar a contar os mortos", disse o papa no porto de Arguineguín, apelidado de Cais da Vergonha por organizações humanitárias depois que cerca de mil migrantes ficaram retidos em condições precárias no local nos primeiros meses da pandemia do coronavírus.
"Que a história não nos acuse de transformar a dor daqueles que sofrem em uma visão comum ao longo de nossas costas", exortou ele às milhares de pessoas reunidas perto de um memorial aos migrantes perdidos no mar. "Mais cedo ou mais tarde, saberemos se protegemos a vida ou se cedemos à indiferença."
O papa está visitando o arquipélago ao largo da costa ocidental da África, como ponto central de uma viagem de uma semana pela Espanha. As ilhas são destino de migrantes que empenham-se em uma travessia mortal pelas águas do Atlântico, muitas vezes em pequenas embarcações improvisadas e superlotadas.










