Embora tenham sido apelidados de hobbits, os humanos arcaicos da espécie Homo floresiensis tinham de encarar refeições bem menos apetitosas que a de seus homônimos da ficção, de acordo com uma nova pesquisa. Em vez de assar a carne que comiam, é possível que precisassem se contentar com os restos das presas dos temíveis dragões-de-komodo (Varanus komodoensis), nativos da mesma ilha da Indonésia em que viviam os hobbits.
Esse retrato um tanto asqueroso da dieta dos hobbits foi traçado por uma equipe internacional de pesquisadores em artigo que saiu nesta sexta (3) na revista especializada Science Advances.
Combinando uma série de abordagens, inclusive experimentos com dragões-de-komodo em cativeiro, eles tentaram verificar se os H. floresiensis de fato tinham as habilidades culinárias e de caça que os primeiros estudos sobre a espécie tinham proposto.
As peculiaridades desses hominínios (membros do grupo de primatas extintos e atuais que inclui os seres humanos modernos) provocam controvérsia desde o anúncio da descoberta da espécie em 2004. Encontrados na ilha de Flores –daí seu nome científico–, eles tinham apenas cerca de 1 m de estatura, tal como os hobbits dos romances de fantasia de J.R.R. Tolkien, e um cérebro pequeno, equivalente ao dos chimpanzés atuais.










