O pacote de bondades anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano já supera R$ 180 bilhões e deverá produzir efeitos sobre a economia e as contas públicas que se estendem para o próximo mandato presidencial, a partir de 2027, segundo levantamento da Folha.
Lula, que busca a reeleição este ano, acelerou os anúncios e as inaugurações nas últimas semanas. A partir deste sábado (4) tem início o chamado "defeso eleitoral", período de três meses antes das eleições em que o governo não pode fazer eventos, inaugurações ou campanhas de divulgação.
As medidas anunciadas têm como alvo principal os brasileiros de faixas intermediárias de renda, estratos sociais que representam cerca de um terço do eleitorado e nos quais Lula enfrenta resistência, segundo números do Datafolha.
O presidente está à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no cômputo geral, mas o congressista ganha fôlego entre os com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 3,2 mil e R$ 8,1 mil mensais).
O levantamento feito pela Folha reúne 16 medidas anunciadas pelo governo e foi feito a partir da avaliação de economistas e especialistas em contas públicas. No começo de maio, elas somavam R$ 144 bilhões em recursos envolvidos. O aumento significativo em junho demonstra a corrida do governo Lula para colocar de pé todo o pacote de bondades antes do início do calendário eleitoral.














