Shirley Jennett, 89, uma enfermeira aposentada, adora sua espaçosa casa térrea em Denver (EUA), com seu grande quintal. "Quero ficar aqui. E morrer aqui", diz.

Ela pode conseguir isso. Com saúde relativamente boa, Jennett ainda dirige para almoçar com amigas, cuida da própria casa e faz suas compras no supermercado, além de devorar um livro por dia, geralmente de mistério. Mas seus filhos se preocupam com ela morando sozinha, especialmente depois de algumas quedas.

Entra em cena sua nova companheira de casa, Susan Beese, 79. Apesar de trabalhar quatro dias por semana no varejo, Beese não conseguia mais pagar seu apartamento de um quarto nas proximidades, já que o aluguel ultrapassou US$ 1.500 (R$ 8.000) por mês. Ela se mudou, primeiro ficando com amigos e depois no que ela delicadamente chamou de "uma residência para mulheres idosas".

Agora, Beese paga a Jennett US$ 800 (R$ 4.200) por mês por um espaço luminoso de dois quartos, com banheiro e cozinha, no andar inferior da casa. Como parte do acordo que as companheiras de casa estabeleceram, ela ajuda a plantar e regar o jardim de Jennett, leva o lixo para fora e prepara refeições ocasionais.

"Foi uma salvação", diz Beese. Jennett até aceitou seu cachorro.