Segundo a agência, a estratégia para enfrentar o aumento das barreiras comerciais está baseada na diversificação de mercados e na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros junto aos EUA Ferramenta aponta se um item exportado pelo Brasil está sujeito a sobretaxas ou investigações comerciais — Foto: Domingos Peixoto/Agência o Globo A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou painel digital que reúne informações sobre as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e busca auxiliar empresas a monitorar sua exposição às barreiras comerciais e avaliar riscos para as exportações. Segundo a agência, o Painel de Medidas Tarifárias dos EUA reúne dados técnicos na plataforma e permite consultas por código ou pela descrição do produto. A ferramenta informa se determinado item exportado pelo Brasil está sujeito a sobretaxas ou investigações comerciais, apresenta a relevância do mercado norte-americano para o setor, além de identificar outros mercados que importam o mesmo produto. Além do mapeamento tarifário, o painel reúne dados sobre a evolução das exportações entre Brasil e Estados Unidos, notas metodológicas e uma seção de perguntas frequentes para orientar a interpretação das informações. A plataforma acompanha quatro frentes regulatórias adotadas ou em análise pelas autoridades norte-americanas: as tarifas setoriais da Seção 232, a medida temporária global da Seção 122 e as investigações conduzidas no âmbito das Seções 301 e 301b, que ainda estão em andamento e não resultaram na aplicação de tarifas. De acordo com a ApexBrasil, o lançamento da ferramenta ocorre em um contexto de redução da dependência brasileira do mercado norte-americano. A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 19,1%, em 2005, para 10,8%, em 2025. No mesmo período, a China passou a liderar a balança comercial brasileira em 14 Estados, enquanto os EUA permaneceram como principal parceiro comercial em seis. Levantamento da agência aponta que 51,1% do valor exportado aos Estados Unidos estão isentos das principais medidas restritivas. Outros 24,9% das exportações enfrentam sobretaxas entre 12,5% e 25%, enquanto 20,2% estão submetidos às regras da Seção 232, que é aplicada sob justificativa de segurança nacional e afeta diretamente os setores de ferro, aço, cobre, alumínio, automóveis e autopeças. Segundo a ApexBrasil, a estratégia para enfrentar o aumento das barreiras comerciais está baseada na diversificação de mercados e na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros junto às autoridades norte-americanas. Em 2025, a agência realizou mais de 80 ações de promoção comercial que conectaram 2.400 empresas nacionais a novos destinos. Após a adoção das novas barreiras pelos Estados Unidos, em agosto do ano passado, 72% das empresas apoiadas passaram a exportar para ao menos um novo mercado alternativo aos EUA.
ApexBrasil lança painel para monitorar tarifas dos EUA e apoiar exportadores
Segundo a agência, a estratégia para enfrentar o aumento das barreiras comerciais está baseada na diversificação de mercados e na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros junto aos EUA









