PUBLICIDADE Portaria reduziu de 5% para 1% o impacto mínimo no faturamento exigido para acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex) diz que Acordo Mercosul-UE pode gerar alta de US$ 7 bi nas exportações brasileiras — Foto: Pixabay RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 14:45 Governo Lula Reduz Exigências para Acesso a Crédito de Socorro Econômico O governo Lula ampliou o socorro a empresas afetadas por tarifas dos EUA e conflitos no Oriente Médio. A portaria reduz de 5% para 1% o impacto mínimo no faturamento para acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano. A medida abrange exportadoras e fornecedores dos setores de aço, automotivo e moveleiro, e empresas que negociam com o Oriente Médio, em resposta às novas sobretaxas anunciadas por Trump. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira a ampliação do socorro às empresas afetadas pelo tarifaço e guerra no Oriente Médio. A partir da semana que vem, o programa chamado “Brasil Soberano” vai atender exportadoras e fornecedores com impacto igual ou superior a 1% no faturamento bruto, devido às tarifas ou efeitos do conflito no Irã. Antes da medida, tinham direito ao crédito empresas com impacto a partir de 5% no faturamento. Pelas regras do Brasil Soberano, três grupos de empresas têm direito ao crédito. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic), a portaria interministerial publicada nesta hoje contempla dois grupos: Grupo 1: formado por empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados por medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos com base na Seção 232, cujo faturamento bruto com exportações representou 1% ou mais do valor apurado em um ano. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.Grupo 3: com exportadoras de bens industriais e fornecedores para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações representa 1% ou mais do valor apurado no último ano. — A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%. Até agora, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão — afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Leis contra trabalho escravo, fiscalização e acordos internacionais: Os argumentos do Brasil para evitar nova sanção dos EUA Os recursos previstos para o Plano Brasil Soberano chegam a R$ 21 bilhões. A ampliação desta quarta não contempla o grupo dois do programa, que contempla as empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos e de informática, borracha e plástico, equipamentos de transporte, além de minerais críticos.