Pouco mais de um ano após o fim da guerra de quase duas décadas no Vietnã, o país reuniu formalmente seus lados Norte e Sul, isolados durante o conflito que matou ao menos 1,1 milhão de vietnamitas. A reunificação, que marcou a fundação da República Socialista, completou 50 anos nesta quinta-feira (2).

O evento histórico encerrou uma divisão consolidada no século 20. O Norte vivia sob o modelo socialista, liderado pela figura revolucionária de Ho Chi Minh.

Já o Sul, de economia capitalista, foi comandado pelo presidente Nguyen Van Thieu na maior parte do conflito. Eles foram amparados pela Europa Ocidental e pelos Estados Unidos, cuja intervenção deixou marcas profundas —tanto no país asiático quanto na própria história americana.

"Sabemos que o Vietnã foi mais bombardeado do que toda a Europa na Segunda Guerra Mundial. Eles têm terras contaminadas e pontes destruídas, porque os EUA quiseram acabar com tudo que desse mobilidade para eles.", diz Marta Luedemann, pesquisadora e professora de Geografia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Apesar do poder bélico rival, o apoio de potências socialistas e táticas de guerrilha mantiveram o Vietnã do Norte forte. Com a pressão interna e os Acordos de Paz de Paris de 1973, o então presidente americano, Richard Nixon, iniciou a retirada das tropas, selando o destino do Sul.