Desde o início da Copa do Mundo, o tetracampeão tem sido criticado pela dupla jornada: senador da República e comentarista na CazéTV. Pressionado, declarou na terça-feira (30) que abriria mão dos R$ 46 mil de salário no período. No plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em sua defesa: disse que o colega "honra o nosso Senado" e que se trata apenas de "ataques infundados nas redes sociais".
Devolver o salário é perfumaria performática. Um dos 81 senadores da República não é um freelancer que abre mão da diária e pronto. É assustador pensar que representar milhões de brasileiros pode ser feito nas horas vagas, votando pelo celular como quem pede um delivery de comida.
Desde que o Sistema de Deliberação Remoto (SDR) foi criado durante a pandemia da Covid-19, as sessões online tornaram-se cada vez mais frequentes. Em 2026, segundo a Agência Cenarium, mais da metade das reuniões deliberativas da Câmara e do Senado foi realizada semipresencialmente.
A comodidade tem dois efeitos. Permite aprovar matérias sensíveis com o plenário vazio, longe da pressão pública, como no projeto que blindou os partidos no mês passado, e libera o parlamentar para outras atividades, do empresariado à televisão.














