Ministro da Fazenda afirmou que fará conversa com setores impactados antes de definir a taxa do novo tributo que substituirá parte do atual IPI para evitar "guerra política" antes das eleições 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do evento 'Caminhos do Brasil', organizado pelos jornais O GLOBO e Valor Econômico sobre reforma tributária — Foto: Fabiano Rocha/Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 12:02 Governo Planeja Imposto Seletivo para Substituir Parte do IPI em 2023 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo planeja introduzir o Imposto Seletivo, substituindo parte do IPI, ainda este ano. No entanto, a discussão sobre a alíquota do novo tributo, que afetará bebidas alcoólicas, refrigerantes, fumo e outros setores, ocorrerá somente em 2027. Durigan enfatizou uma transição suave e diálogo com setores afetados, visando implementação completa em 2028. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que o governo prevê encaminhar ainda este ano o projeto do Imposto Seletivo - novo tributo que vai substituir parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) -, mas sinalizou que a discussão sobre a alíquota do novo imposto será postergada para o ano que vem. Durante o evento "Caminhos do Brasil", organizado pelos jornais O GLOBO e Valor Econômico sobre reforma tributária, o ministro disse que dará início às conversas com os setores impactados pelo imposto seletivo na próxima semana para viabilizar o encaminhamento da proposta. Mas fala em uma evitar "guerra política" em ano eleitoral. A ideia, segundo o ministro, é que haja uma "transição suave", mantendo a carga tributária atual no ano que vem e usando o ano de 2027 como período de debate sobre como o imposto deve funcionar, de fato, a partir de 2028. — Para evitar a guerra política, o que tenho proposto - e darei início agora - é uma conversa com os setores impactados pelo imposto seletivo para que a gente faça uma transição suave, mantendo a carga tributária para 2027, para que a gente tenha um ano de debate sobre como deve vir o Imposto Seletivo a partir de 2028 — afirmou. — É isso que eu vou encaminhar a partir da semana que vem. Essa discussão é importante do ponto de vista fiscal e do arcabouço da reforma. Também chamado de "imposto do pecado", o tributo incidirá sobre bebidas alcoólicas, refrigerantes, fumo, apostas, veículos, aeronaves, embarcações e minerais. De acordo com o cronograma da reforma tributária, o Imposto Seletivo precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado até o fim de setembro deste ano para respeitar a regra da anterioridade de 90 dias. — Nós vamos soltar uma tabela zerando o IPI em grande medida para o país todo e precisamos encaminhar isso (o projeto) ao Congresso a tempo de valer em primeiro de janeiro — acrescentou Durigan. Sem perda arrecadatória A jornalistas, Durigan garantiu que manter a carga do imposto seletivo com a do atual IPI não representará perda sobre a arrecadação total, e disse que o governo não trabalha no momento com um plano "B" para isso. Já a decisão de empurrar para 2027 a definição da alíquota, na sua visão, afasta a polarização política que poderia trazer danos à reforma tributária: — Prefiro estabilizar a reforma e fazer o debate no próximo ano. Quem quer que seja o ministro da Fazenda do país, terá esse compromisso em 2027 de rediscutir o imposto aditivo para ter uma regra estável com progressividade. Durigan reconheceu que há um risco de a oposição tentar minar a aprovação do projeto, mas ponderou que acredita que esse desafio será vencido: — É uma espécie de paixão pelo atraso da oposição e eu critico isso. Há esse risco, mas é preciso vencê-lo para ter estabilidade, previsibilidade e melhorar o sistema tributário do país, que é o que a reforma pretende.
Governo prevê discutir alíquota do Imposto Seletivo só em 2027, diz Durigan
Ministro da Fazenda afirmou que fará conversa com setores impactados antes de definir a taxa do novo tributo que substituirá parte do atual IPI para evitar "guerra política" antes das eleições













