O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União) será transferido para um presídio federal. Preso desde o fim de março, o ex-deputado estadual foi alvo de um novo pedido de prisão nesta quinta-feira (2), na nova fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). Desta vez, Bacellar é suspeito de fazer parte de um esquema de lavagem de dinheiro praticada pela nova cúpula do jogo do bicho no Rio. Ainda não há informação para qual unidade federal Bacellar será levado. Ele estava no presídio estadual Bangu 8, na zona oeste da cidade, e foi levado pela manhã desta quinta-feira para a superintendência da PF no Rio, no centro, onde aguarda a transferência. Procurada, a defesa do ex-deputado ainda não se manifestou. Além de Bacellar, também foram alvos de mandados de prisão na operação desta quinta o ex-deputado Márcio Poncio e o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O contraventor está preso desde fevereiro, e Poncio foi preso nesta manhã num flat na Barra da Tijuca, também Zona Oeste do Rio. Na operação, o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sergio Cabral, foi alvo de busca e apreensão. Ao todo, a ação da PF cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Em nota, a defesa de Marco Antônio disse que o filho do governador colaborou com as autoridades e negou “qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita”. “Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários”, completou a advogada Patrícia Proetti. A defesa de Poncio ainda não se manifestou. O Valor tenta contato com os advogados de Adilsinho. Segundo a PF, a operação desta quinta se originou a partir da apreensão de listas do bicheiro que indicavam pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. Bacellar e Poncio estariam entre os beneficiados. — Foto: Divulgação/Alerj