A quinta fase da operação aprofunda as investigações sobre uma suposta rede de vazamento de informações sigilosas que teria beneficiado integrantes do Comando Vermelho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rodrigo Bacellar e Adilsinho são alvos de operação da PF — Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 07:35 Operação da PF Mira Ex-Presidente da Alerj por Vazamento de Informações Sigilosas A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne, investigando um esquema de vazamento de informações sigilosas que teria favorecido o Comando Vermelho. Com mandados de prisão e busca, a ação mira o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio. A operação já passou por fases que investigaram desde vazamentos até fraudes em contratos públicos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a quinta fase da Operação Unha e Carne para apurar indícios de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho e possíveis repasses a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio. Na ação, os agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Entre os alvos estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho — ambos já presos — o pastor Márcio Poncio, preso pela manhã em um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. Márcio Poncio é pai de Sarah Poncio, deputada estadual. Ele é ligado à indústria do cigarro, que é o ramo do Adilsinho. Na ação de hoje, policiais federais cumprem cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões. Esta é a quinta etapa da investigação conduzida pela Polícia Federal. As fases anteriores apuraram uma suposta rede de proteção que teria permitido o repasse de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV), comprometendo ações policiais e beneficiando integrantes da facção. Segundo os investigadores, os vazamentos teriam atrapalhado diligências, possibilitando a destruição ou ocultação de provas. Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder de Adilsinho indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio. Segundo a PF, as investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. Operação Unha e Carne As primeiras fases da Operação Unha e Carne foram deflagradas entre dezembro de 2025 e março deste ano. Na primeira etapa, Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, tornou-se alvo da investigação sob suspeita de repassar informações sigilosas da Operação Zargun, que mirava o Comando Vermelho. De acordo com a Polícia Federal, o principal beneficiado pelo suposto vazamento seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso durante a ofensiva. Ainda em dezembro de 2025, a investigação avançou para a segunda fase e passou a apurar a origem dos supostos vazamentos. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Segundo os investigadores, o magistrado teria repassado informações sigilosas a Bacellar, que posteriormente as transmitiria a TH Joias. A PF afirma ter reunido mensagens, registros de ligações e outros elementos que apontariam para uma relação próxima entre os dois. A terceira fase da operação foi deflagrada em março deste ano. Rodrigo Bacellar voltou a ser preso, desta vez em sua residência, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no âmbito do caso Ceperj, e depois de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na ocasião, a investigação passou a ser tratada também no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, por envolver possíveis impactos sobre a atuação do Estado no combate ao crime organizado. Em maio, a quarta fase da Operação Unha e Carne ampliou o foco das investigações e passou a apurar um suposto esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. A Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na capital e nos municípios de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, as apurações apontaram indícios de direcionamento de contratos para aquisição de materiais, contratação de serviços e realização de obras de reforma em escolas estaduais. As empresas beneficiadas teriam sido previamente selecionadas e manteriam vínculo com a organização criminosa investigada. Em atualização
PF mira Rodrigo Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio em nova fase da Operação Unha e Carne
A quinta fase da operação aprofunda as investigações sobre uma suposta rede de vazamento de informações sigilosas que teria beneficiado integrantes do Comando Vermelho









