A mistura entre as operações "Unha e Carne" e "Fumus" levou políticos do Rio de Janeiro a atualizarem os temores provocados tanto pela divulgação da "lista do bicho", na década de 1990, como pelos desdobramentos da Operação Lava Jato no estado.
As duas novas investigações da PF reúnem provas recolhidas com o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) Rodrigo Bacellar (União), e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, ambos agora presos em penitenciárias federais.
A Polícia Federal afirma ter encontrado com o contraventor listas com "registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais".
Na década de 1990, uma lista apreendida com o bicheiro Castor de Andrade levou à exposição pública de diferentes políticos para além das divisas do Rio de Janeiro.
A contravenção, na ocasião, ainda era encarada apenas como uma diversão não regulamentada e explorada por empresários que agiam à margem da lei. Nenhum político foi punido para além do constrangimento com a leitura pública de seus nomes pelo então procurador-geral de Justiça Antônio Carlos Biscaia.












