Noventa e quatro por cento das empresas brasileiras já adotaram alguma medida para enfrentar a falta de profissionais qualificados em cibersegurança. O dado é do CIO Report 2026, estudo promovido pela Logicalis, e mostra a dimensão de um problema que deixou de ser apenas técnico para se tornar uma questão estratégica dentro das áreas de Recursos Humanos.

Entre as iniciativas mais citadas pelas empresas estão a contratação baseada em competências e o investimento em capacitação e certificações, mencionados por 56% dos respondentes. O uso ampliado de ferramentas baseadas em inteligência artificial aparece com 54%, enquanto a contratação de serviços gerenciados para suprir lacunas críticas soma 51%.

Outras companhias recorrem a soluções de caráter mais emergencial, como a contratação de especialistas temporários, citada por 33%, e a terceirização de funções-chave, com 29%. Uma parcela de 22% das empresas afirma já ter adiado projetos estratégicos por falta de mão de obra qualificada na área.

TikTok e ex-hackers entram na conta

Diante da escassez, as empresas têm ampliado a base de talentos com estratégias pouco convencionais. Programas de returnship, voltados a profissionais que buscam retomar a carreira, e caminhos para quem deseja migrar para a área de cibersegurança somam 58% das respostas. Já os incentivos financeiros para funcionários que atuam na prevenção de ataques aparecem em 56% dos casos.