Departamento de Estado afirma que incluir 'temas políticos sensíveis' neste momento seria contraproducente para os esforços de ajuda às vítimas; líder opositora diz que deseja voltar ao país para acompanhar a crise de perto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado — Foto: Gabriela Oraa / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 19:28 Retorno de María Corina Machado à Venezuela preocupa EUA em meio a esforços de ajuda pós-terremoto O retorno de María Corina Machado à Venezuela é visto pelos EUA como um potencial entrave à resposta ao terremoto que devastou o país, com 2.295 mortos. O Departamento de Estado alerta que incluir "questões políticas sensíveis" pode prejudicar os esforços humanitários. Machado, impedida pelo governo de voltar, deseja acompanhar a crise de perto. A situação gera tensão entre Washington e Caracas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos consideram que não se devem acrescentar "questões políticas sensíveis" à atual crise humanitária na Venezuela, em resposta ao desejo manifestado pela líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, de poder retornar ao seu país. Machado publicou nesta semana um vídeo nas redes sociais no qual anunciou que está no Panamá e que deseja voltar à Venezuela, mas que não pode fazê-lo porque o governo "fechou o espaço aéreo" para impedi-la de retornar. — Quero voltar à Venezuela para estar ao lado de vocês nestas horas tão dolorosas — afirmou. "O governo Trump está exclusivamente concentrado em continuar impulsionando nossos esforços de resposta aos devastadores terremotos na Venezuela", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado à AFP, por e-mail. Ao ser questionado se o pedido manifestado por Machado seria apropriado, o porta-voz respondeu que "acrescentar questões políticas sensíveis à situação neste momento é contraproducente para nossos esforços de resposta a esta tragédia." Machado deixou o país no fim de 2025 graças a uma arriscada operação militar organizada pelos EUA para viajar a Oslo e receber o Prêmio Nobel. Posteriormente, ela presenteou o presidente americano, Donald Trump, com o prêmio, emoldurado. — Eles (em referência ao governo venezuelano) ameaçaram aqueles que querem facilitar meu retorno — afirma Machado em seu vídeo. Veículos de comunicação americanos e analistas em Washington afirmaram que a Casa Branca demonstrou irritação com a intenção de Machado de querer retornar. — Neste momento, estou disposta a fazer o que for necessário, falar com quem for preciso (para poder voltar a pisar em solo venezuelano) — diz Machado em seu vídeo.
EUA dizem que retorno de María Corina Machado à Venezuela pode prejudicar resposta ao terremoto
Departamento de Estado afirma que incluir 'temas políticos sensíveis' neste momento seria contraproducente para os esforços de ajuda às vítimas; líder opositora diz que deseja voltar ao país para acompanhar a crise de perto












