Fora da Venezuela desde o fim do ano passado, a líder opositora María Corina Machado afirmou nesta sexta-feira (3) que seu retorno contribuiria para a estabilização do país após os terremotos gêmeos em 24 de junho que provocaram milhares de mortes e devastaram áreas inteiras.

Em videoconferência, María Corina também classificou o país de "Estado falido" e criticou a capacidade do regime de responder à tragédia. As falas ecoam manifestações de parte da população, que considera lenta e insuficiente a atuação das autoridades durante as operações de busca e resgate.

A opositora deixou a Venezuela de forma clandestina em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz, na Noruega. Na segunda (29), María Corina acusou o regime liderado de forma interina por Delcy Rodríguez de fechar o espaço aéreo para impedir seu retorno ao país.

"Após a tragédia de 24 de junho, minha presença traz estabilidade; faz parte das forças organizadoras de que o país precisa", afirmou a líder da oposição nesta sexta.

Segundo María Corina, os terremotos escancararam a fragilidade do Estado venezuelano. "Essa tragédia evidenciou o que todos sabíamos: a Venezuela se transformou em um Estado falido e tem uma ausência absoluta e total de capacidade para administrar danos", afirmou, em tom duro.