Após a líder da oposição da Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, manifestar o desejo de retornar ao seu país, o governo dos Estados Unidos disse nesta quarta (1º) não ser o momento de introduzir questões políticas sensíveis em um contexto de crise humanitária provocada pelos terremotos que ocorreram no último dia 24.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta semana, María Corina informou que está no Panamá e disse que pretende voltar à Venezuela para acompanhar de perto a situação da população impactada pelos tremores. Segundo ela, porém, o regime venezuelano fechou o espaço aéreo para impedir seu retorno. "Quero voltar à Venezuela para estar ao lado de vocês nestas horas tão dolorosas", afirmou.

Questionado sobre o pedido da opositora, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse à agência de notícias AFP, sob condição de anonimato, que o governo Trump está concentrado na resposta à tragédia.

Ao ser perguntado se apoiaria a volta de María Corina ao país, o representante da pasta respondeu que "acrescentar questões políticas sensíveis à situação, neste momento, é contraproducente para os esforços de resposta a esta tragédia".

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