Executiva está desde maio de 2024 à frente da estatal A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele poderia demiti-la se algo desse errado na gestão dela no comando da companhia. A executiva está desde maio de 2024 à frente da estatal. Chambriard participou nesta quarta-feira (1º) de evento de lançamento do Seleção Petrobras Cultural, processo seletivo de patrocínio a projetos culturais, para o qual a empresa dedicou R$ 270 milhões. Na cerimônia, Chambriard mencionou que o foco do edital era a diversidade quando relembrou uma fala de Lula ao convidá-la para substituir Jean Paul Prates na presidência da empresa. Prates, que havia participado de grupo que apoiava Lula durante a prisão dele em Curitiba, vinha se desentendendo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e os conflitos escalaram a ponto de Lula demitir o executivo. Leia mais: Segundo Chambriard, Lula disse a ela que montasse a diretoria nos moldes do que ela gostaria, mas que não chamasse ninguém que não pudesse demitir depois. À plateia, Chambriard afirmou que ela também estava sendo chamada pelo presidente para presidir a Petrobras seguindo essa mesma teoria: “Eu disse a ele (Lula) que também estou nessa [tese]: se der errado [pode demitir]. Mas não deu errado.” Chambriard disse ainda que o total de recursos destinado aos patrocínios culturais, no valor de R$ 270 milhões, pode aumentar nos próximos anos. Ao se dirigir ao secretário-executivo de Cultura, Márcio Tavares, ela afirmou que a empresa quer ser “amada pela sociedade” por todos os feitos da empresa ao longo dos 72 anos de existência: “Por enquanto esse é o nosso maior investimento em cultura. Vamos ver o que vem pela frente.” Presidente da Petrobras, Magda Chambriard — Foto: Leo Pinheiro/Valor