Executiva afirma que sabe ouvir “as dores” do presidente Lula e que não vai assumir riscos desmedidos na empresa, a não ser onde necessário, como na Margem Equatorial Chambriard diz que tem conversado com Lula sobre a companhia e que ouve “as dores” do presidente — Foto: Leo Pinheiro/Valor A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, nesta quinta-feira (18), que tem recebido pessoas de outros países que perguntam a ela o porquê de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não querer trocar o comando da companhia, como antes. Para a executiva, o segredo para que todos estejam felizes com a estatal é o diálogo. A CEO participou de aula magna para alunos da IAE Paris-Sorbonne Business School, nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro. Leia mais:O que mais interessa à Petrobras é gerar lucro e pagar dividendos a acionistas, diz ChambriardConfira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Ela contou que tem conversado com Lula sobre o que tem feito na companhia e que ouve “as dores” do presidente. Segundo Chambriard, nos últimos anos, a empresa conseguiu o feito de ter governo, investidores governamentais e privados, além de fornecedores, todos satisfeitos ao mesmo tempo. No governo de Jair Bolsonaro, houve quatro CEOs da Petrobras, fora interinos, ao longo do mandato, entre 2019 e 2022. As mudanças foram causadas por decisões que contrariaram o então presidente, como preços de combustíveis. No governo Lula, houve apenas uma troca, de Jean Paul Prates, pela própria Magda Chambriard, por desavenças do ex-presidente da estatal com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. “Não tem segredo, tem que ter disposição de conversar”, disse a executiva. A presidente da Petrobras ressaltou que não vai assumir riscos desmedidos na empresa, a não ser onde necessário, como a Margem Equatorial. Mencionando aspectos pessoais, salientou que vai sempre seguir pelo “safety side”. “Não ando no sol, porque sou de pele muito clara. Estaciono meu carro em locais privados. Não vou assumir [na Petrobras, como na vida] riscos desmedidos. Como vou lidar com dinheiro que não é nosso? É do investidor”, afirmou. A aula magna para alunos da IAE Paris-Sorbonne Business School, no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, é parte do cronograma da escola de negócios parisiense em parceria com o Instituto de Desenvolvimento em Gestão de Projetos (IDGP), representante oficial e exclusivo no Brasil da International Project Management Association (IPMA).