Segundo a CEO, estatal obteve “bons resultados sem nenhuma venda de ativos”, e lucro recorrente em dólares da empresa no segundo trimestre foi o maior da história 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente da Petrobras, Magda Chambriard — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, nesta sexta-feira (7), que o caixa que a companhia gera hoje é o que viabilizará o crescimento da companhia no futuro. Segundo ela, a geração de caixa vai financiar os investimentos que propiciarão “preparar o futuro” da estatal. Ao participar de teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, a executiva afirmou que a Petrobras superou recordes apresentados nos três primeiros meses do ano. Entre os eles, está a produção própria de petróleo, de 2,7 milhões de barris/dia. Chambriard destacou que essa marca superou em 200 mil barris/dia a meta de 2,5 milhões de barris/dia fixada pela estatal para o trimestre passado, com aumento de eficiência e antecipação da entrega de projetos contratados. “Não podemos prometer que vamos superar a meta, mas sempre trabalhamos por isso. Vamos repetir a antecipação de entrega de projetos”, disse Chambriard. Lucro da estatal A presidente da Petrobras ressaltou que a estatal obteve “bons resultados sem nenhuma venda de ativos”, e que o lucro recorrente em dólares da empresa no segundo trimestre foi o maior da história. Embora o Brent tenha valorizado, ficando acima de US$ 100 o barril no trimestre passado, a empresa já teve outros trimestres com cotações acima do patamar e não registrou lucro recorrente em dólares neste patamar. No balanço, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 52,44 bilhões, 96,8% acima dos R$ 26,65 bilhões verificados em igual período em 2025. O valor corresponde ao terceiro melhor lucro da história da empresa. Só perdeu para o registrado no quarto trimestre de 2020, de R$ 59,9 bilhões, e para o apurado no segundo trimestre de 2022, de R$ 54,3 bilhões. Recordes financeiros amparados pelo operacional Os recordes financeiros obtidos pela Petrobras no segundo trimestre foram amparados pelo desempenho operacional da companhia, disse Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores, na teleconferência. Segundo ele, sempre que há antecipação de projetos contratados, há uma antecipação de fluxo de caixa. Melgarejo afirmou que a empresa também aumentou a oferta de produtos próprios no período, o que reduziu a necessidade de importação.A receita de vendas de derivados no mercado interno no trimestre encerrado em junho subiu 24,7% na comparação anual, para R$ 89,5 bilhões, puxada pela maior produção nas refinarias, refletindo em aumento do Fator de Utilização (FUT). Segundo a estatal, o FUT foi de 101,2%. Remuneração de acionistas Magda Chambriard afirmou que a petroleira vai gerar valor para os acionistas, sejam governamentais, sejam privados, sem perder disciplina de capital. “Respeito à governança é um pilar da nossa gestão. Seguiremos firmes o nosso plano de negócios”, disse. A Petrobras aprovou a distribuição de R$ 17,4 bilhões aos acionistas, como antecipação da remuneração de 2026, com base nos resultados do segundo trimestre. A proposta está em linha com a política de remuneração aos acionistas, segundo a qual a distribuição deverá corresponder a 45% do fluxo de caixa livre da empresa, desde que a estatal esteja dentro dos limites de dívida bruta — US$ 75 bilhões. Sobre antecipação de investimentos Melgarejo disse ainda que, se a companhia tiver que antecipar investimentos, isso será feiro para que possa trazer mais valor agregado e antecipar produção dos campos nos quais opera. Porém, eventuais antecipações não serão feitas a qualquer preço, segundo ele. O executivo destacou que, no momento, os gastos operacionais estão um pouco acima do esperado pela Petrobras para o semestre, reflexo dos valores de frete e câmbio. “Buscamos antecipação, mas não aumento de custos”, disse. Melgarejo afirmou ainda que a trajetória da dívida da estatal é de queda. A expectativa, segundo ele, é que a dívida venha a convergir para US$ 65 bilhões no horizonte do plano estratégico, isto é, em 2030. A dívida bruta da estatal fechou o segundo trimestre em US$ 70,8 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões fixado como premissa no Plano de Negócios 2026-2030 para a realização de investimentos. Porém, ficou 4% acima da apurada um ano antes, quando o passivo ficou em US$ 68,06 bilhões.
Caixa é o que viabilizará crescimento da Petrobras, diz Chambriard
Segundo a CEO, estatal obteve “bons resultados sem nenhuma venda de ativos”, e lucro recorrente em dólares da empresa no segundo trimestre foi o maior da história












