A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sugeriu, nesta sexta-feira (29), a retomada da Petroquisa, subsidiária da estatal que atuava na indústria petroquímica, mas que deixou de existir após venda de ativos. A Petroquisa foi incorporada em 2012 pela Petrobras e foi extinta. Confira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Entre os anos 1990 e 2010, a Petroquisa vendeu dezenas de empresas que ficavam sob seu guarda-chuva, enquanto outros ativos foram transferidos para a Braskem, petroquímica que era controlada pela antiga Odebrecht, hoje Novonor. Segundo Chambriard, a petroleira não tem mais o objeto social que pertencia à Petroquisa. “Podemos retomar, se a sociedade brasileira quiser”, disse a executiva, em participação de cerimônia de anúncio de investimentos no Sergipe. A Petroquisa controlava a maior parte do setor petroquímico do Brasil até o início dos anos 1990. Com o Programa Nacional de Desestatização (PND), criado em 1990 e atualizado em 1997, a empresa vendeu o controle a duas dezenas de fabricantes de plástico, borracha e químicos. Chambriard afirmou ainda “gostar da ideia” de a Petrobras explorar potássio, insumo que também é usado como matéria-prima para a produção de fertilizantes nitrogenados e outros minerais, como uma empresa de energia integrada. O Sergipe é um Estado grande produtor de potássio. “Gosto da ideia de explorar potássio, minerais críticos, urânio. Gosto da ideia de sermos uma empresa de energia cada vez maior”, afirmou. Mercado de gás A presidente da Petrobras disse também que é o “investimento sério” que reduz o preço do gás natural no país. Segundo ela, não se pode querer “canetada para trocar gás natural de mãos”, em alusão a propostas de ampliação do mercado de gás que estão em debate. Chambriard afirmou que a capacidade de produção de gás natural da Petrobras praticamente dobrou nos últimos anos, passando de 29 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) para 52 milhões de m³/dia. “Não se enganem, o que baixa preço e permite [produção nacional de] fertilizantes é investimento sério”, disse a executiva. Investimentos em Sergipe Chambriard afirmou, também, que os investimentos da estatal em exploração e produção no Sergipe tornará o Estado o maior produtor de petróleo do Nordeste. Do total de R$ 72,5 bilhões previstos para serem investidos no local nos próximos cinco anos, R$ 60 bilhões serão voltados para a construção de duas plataformas, SEAP 1 e SEAP 2, que somam capacidade de produzir 240 mil barris por dia de petróleo e 22 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás natural.