O Banco Central informou nesta quarta-feira (1º) que a inadimplência no crédito consignado para trabalhadores do setor privado, linha que foi turbinada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), subiu 0,4 ponto percentual em maio e chegou a 7,9%.

O índice é o maior desde fevereiro de 2025, quando a taxa de inadimplência na linha foi de 8%. Na última segunda-feira (29), o governo anunciou a possibilidade de oferecer o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia ao pedir o empréstimo pelo programa Crédito do Trabalhador, medida que era esperada desde o ano passado, quando foi criado.

O chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou em entrevista coletiva que o crescimento de 0,4 ponto percentual na inadimplência em um mês é "algo significativo". Segundo ele, a alta na inadimplência do consignado privado explica o índice geral das dívidas não pagas em maio, que chegou a 7,6%, quando considerados somente recursos livres para as pessoas físicas.

Considerando toda a carteira de crédito, a taxa média de inadimplência foi de 4,7% em maio, alta de 0,1 ponto percentual em relação a abril. O valor é o maior desde o início da série histórica, em março de 2011. Rocha ponderou, no entanto, que o índice em alta pode ser explicado devido a uma mudança na regra pelo BC de registro de operações com atrasos acima de 90 dias, no ano passado.