Ainda que as empresas afetadas sejam pouco relevantes, há uma sensação entre agentes do mercado de que a ação dos EUA abre precedentes e cria incertezas adicionais para os participantes do mercado O presidente americano, Donald Trump — Foto: AP/Jacquelyn Martin Os mercados domésticos sofreram piora neste início de tarde, na esteira da informação de que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções a dois cidadãos brasileiros e a três empresas por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Mesmo com a melhora no cenário externo, dólar e juros futuros saltaram às máximas do dia, enquanto o Ibovespa ignorou a recuperação das bolsas em Nova York e seguiu em território negativo, em um sinal de aumento dos prêmios de risco nos ativos domésticos. Por volta de 12h25, o dólar era negociado a R$ 5,2114, em alta de 0,94% no mercado à vista, pouco após tocar a máxima de R$ 5,2169; o Ibovespa caía 0,50%, aos 171.158 pontos; e a taxa do DI para janeiro de 2031 subia de 14,16% para 14,31%. Com a melhora no desempenho dos ativos globais, há, portanto, uma piora relativa adicional dos mercados domésticos. Ainda que as empresas afetadas sejam pouco relevantes, há uma sensação entre agentes do mercado de que a ação dos EUA abre precedentes e cria incertezas adicionais para os participantes do mercado, em um momento que já não tem sido muito favorável aos ativos brasileiros. “O mercado já estava de mau humor desde a abertura e, após a divulgação dessa notícia, há peso adicional no sentimento”, observa um gestor em condição de anonimato.