Observatório Swift da Nasa, que estuda algumas das explosões mais poderosas do universo, se desintegrará na atmosfera dentro de alguns meses 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Foto de divulgação divulgada pela Nasa em 31 de julho de 2004 mostra a espaçonave Swift sendo desembalada no Hangar AE, na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida — Foto: HANDOUT / NASA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 13:16 NASA planeja missão robótica para salvar telescópio Swift em órbita terrestre A NASA planeja uma missão robótica para salvar o telescópio espacial Swift, ameaçado de desintegração na atmosfera terrestre. Desenvolvido pela startup Katalyst, o robô de resgate será lançado pelo foguete Pegasus e tentará elevar a órbita do Swift em 300 km, prolongando sua vida útil. A operação, com custo de US$ 30 milhões, enfrenta incertezas e tem sucesso estimado em 50%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Nasa se prepara para lançar nesta semana uma missão robótica para salvar seu telescópio espacial Swift, que corre o risco de se desintegrar na atmosfera terrestre em pouco tempo. A operação, que se estenderá por vários meses, busca prolongar a vida útil do observatório e abrir caminho para futuras operações de reparo e reutilização de satélites em órbita. O lançamento está programado para quarta-feira a partir das 9h43 GMT (6h43 no horário de Brasília), informou a Nasa, que teve de adiá-lo nesta terça-feira (30) devido a condições meteorológicas desfavoráveis. A próxima oportunidade será neste 1º de julho, a partir das 5h43, horário do leste dos EUA (21h43 em Kwajalein). Como a operação funcionará? O robô de resgate, desenvolvido pela startup americana Katalyst, viajará a bordo de um foguete Pegasus que será lançado de um avião, em vez de decolar de uma plataforma terrestre. Uma vez no espaço, deverá atingir uma órbita próxima à do Swift, localizá-lo e prendê-lo por meio de três braços móveis, em uma manobra sem precedentes. Depois, o dispositivo tentará rebocar o telescópio por pelo menos um mês para elevá-lo em cerca de 300 quilômetros e colocá-lo em uma órbita mais estável, o que permitiria prolongar sua vida operacional por vários anos. Conheça os 10 novos astronautas da NASA 1 de 10 Ben Bailey, 38 anos – Oficial do Exército dos EUA, piloto de testes de helicópteros Black Hawk e Chinook, com mais de 2 mil horas de voo — Foto: NASA 2 de 10 Lauren Edgar, 40 anos – Geóloga, pesquisadora da Nasa em missões de Marte e integrante da equipe científica da missão Artemis III — Foto: NASA X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Adam Fuhrmann, 35 anos – Major da Força Aérea, piloto de testes de caças F-16 e F-35, com experiência em operações de combate — Foto: NASA 4 de 10 Cameron Jones, 35 anos – Major da Força Aérea, engenheiro aeroespacial e piloto de testes do F-22 Raptor. — Foto: NASA X de 10 Publicidade 5 de 10 Yuri Kubo, 40 anos – Engenheiro elétrico, com passagens pela SpaceX, onde foi diretor de lançamentos do Falcon 9 e de programas de satélites. — Foto: NASA 6 de 10 Rebecca Lawler, 38 anos – Ex-comandante da Marinha e piloto de testes, atuou também como “caçadora de furacões” em voos da NOAA — Foto: NASA X de 10 Publicidade 7 de 10 Anna Menon, 39 anos – Engenheira biomédica, já voou ao espaço em 2024 como integrante da missão privada Polaris Dawn, da SpaceX — Foto: NASA 8 de 10 Imelda Muller, 34 anos – Médica anestesiologista, ex-oficial da Marinha, com experiência em medicina subaquática e apoio a treinamentos de mergulho da Nasa. — Foto: NASA X de 10 Publicidade 9 de 10 Erin Overcash, 34 anos – Piloto de caça F/A-18 da Marinha, com experiência em pousos em porta-aviões e passagem pelo programa olímpico de rúgbi da força. — Foto: NASA 10 de 10 Katherine Spies, 43 anos – Ex-piloto de helicópteros de ataque dos Fuzileiros Navais, atuava como diretora de engenharia de testes de voo na indústria aeroespacial. — Foto: NASA X de 10 Publicidade Dez novos selecionados iniciarão treinamento de dois anos; seis são mulheres, e uma delas já voou em missão privada da SpaceX. Se tiver sucesso, toda a missão será uma "sequência de primeiras vezes jamais alcançadas", afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, em uma conversa recente com jornalistas. Por que o telescópio precisa 'ser salvo'? A Nasa decidiu tentar salvá-lo "pelo quão especial ele é", disse Domagal-Goldman. A missão, com custo de 30 milhões de dólares (155 milhões de reais), enfrenta incertezas técnicas e uma probabilidade de sucesso estimada em "talvez 50-50", segundo Caputo. O Observatório Neil Gehrels Swift foi lançado em 2004 para estudar as explosões de raios gama, os "fenômenos mais energéticos que ocorrem no universo", explicou à AFP Regina Caputo, astrofísica da Nasa. O telescópio espacial Swift começou sua missão orbitando a cerca de 600 quilômetros da Terra, onde a atmosfera é extremamente rarefeita e oferece pouca resistência. Com o passar dos anos, sua órbita foi diminuindo gradualmente e hoje ele está a aproximadamente 338 quilômetros de altitude, região em que o atrito com a atmosfera é mais intenso. Por isso, espera-se nos próximos meses, essa movimentação faça o telescópio reentrar nas camadas mais densas da atmosfera, onde será destruído. É aí que entra a missão: capturá-lo e levá-lo de volta a uma órbita mais alta. Sua localização em órbita baixa, a cerca de 600 quilômetros de altitude, facilitou a comunicação permanente com os cientistas, mas também provocou sua lenta descida devido ao atrito atmosférico intensificado pela atividade solar. Embora tenha sido projetado para durar apenas dois anos, continua sendo muito valorizado por sua capacidade de resposta rápida e não pode ser substituído de imediato. Com informações de AFP e The New York Times
Telescópio espacial Swift corre risco de se desintegrar na atmosfera, e Nasa prepara missão robótica para resgatá-lo
Observatório Swift da Nasa, que estuda algumas das explosões mais poderosas do universo, se desintegrará na atmosfera dentro de alguns meses












