Observatório Swift, em operação desde 2004, será alvo de uma tentativa de resgate robótico para elevar sua órbita e prolongar sua vida útil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O satélite robótico de manutenção LINK, da Katalyst Space, aguarda sua integração ao foguete Pegasus XL, da Northrop Grumman, em 8 de junho de 2026, nas instalações da Wallops Flight Facility — Foto: NASA/Ron Beard RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 10:07 Nasa planeja missão para salvar telescópio Swift de queda iminente A Nasa planeja uma missão robótica inédita para resgatar o telescópio Swift, que perde altitude devido ao aumento do arrasto atmosférico. Lançado em 2004, o observatório especializado em explosões de raios gama corre o risco de cair na Terra. A missão Swift Boost, desenvolvida pela Katalyst Space Technologies, usará a espaçonave Link para elevar a órbita do Swift, demonstrando novas tecnologias de manutenção espacial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um telescópio espacial da Nasa lançado há mais de duas décadas está no centro de uma operação que pode abrir caminho para uma nova era na exploração espacial. A agência americana prepara uma missão robótica para elevar a órbita do observatório Neil Gehrels Swift, que vem perdendo altitude por causa do aumento do arrasto atmosférico e corre o risco de reentrar na atmosfera terrestre nos próximos anos. Especializado em detectar explosões de raios gama — fenômenos considerados entre os mais violentos do Universo —, o Swift foi lançado em novembro de 2004 e continua produzindo dados científicos relevantes. No entanto, a intensificação da atividade solar fez com que a atmosfera superior da Terra se expandisse, aumentando o atrito sobre o satélite e acelerando sua queda gradual. Conheça os 10 novos astronautas da NASA 1 de 10 Ben Bailey, 38 anos – Oficial do Exército dos EUA, piloto de testes de helicópteros Black Hawk e Chinook, com mais de 2 mil horas de voo — Foto: NASA 2 de 10 Lauren Edgar, 40 anos – Geóloga, pesquisadora da Nasa em missões de Marte e integrante da equipe científica da missão Artemis III — Foto: NASA X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Adam Fuhrmann, 35 anos – Major da Força Aérea, piloto de testes de caças F-16 e F-35, com experiência em operações de combate — Foto: NASA 4 de 10 Cameron Jones, 35 anos – Major da Força Aérea, engenheiro aeroespacial e piloto de testes do F-22 Raptor. — Foto: NASA X de 10 Publicidade 5 de 10 Yuri Kubo, 40 anos – Engenheiro elétrico, com passagens pela SpaceX, onde foi diretor de lançamentos do Falcon 9 e de programas de satélites. — Foto: NASA 6 de 10 Rebecca Lawler, 38 anos – Ex-comandante da Marinha e piloto de testes, atuou também como “caçadora de furacões” em voos da NOAA — Foto: NASA X de 10 Publicidade 7 de 10 Anna Menon, 39 anos – Engenheira biomédica, já voou ao espaço em 2024 como integrante da missão privada Polaris Dawn, da SpaceX — Foto: NASA 8 de 10 Imelda Muller, 34 anos – Médica anestesiologista, ex-oficial da Marinha, com experiência em medicina subaquática e apoio a treinamentos de mergulho da Nasa. — Foto: NASA X de 10 Publicidade 9 de 10 Erin Overcash, 34 anos – Piloto de caça F/A-18 da Marinha, com experiência em pousos em porta-aviões e passagem pelo programa olímpico de rúgbi da força. — Foto: NASA 10 de 10 Katherine Spies, 43 anos – Ex-piloto de helicópteros de ataque dos Fuzileiros Navais, atuava como diretora de engenharia de testes de voo na indústria aeroespacial. — Foto: NASA X de 10 Publicidade Dez novos selecionados iniciarão treinamento de dois anos; seis são mulheres, e uma delas já voou em missão privada da SpaceX. Sem um sistema próprio de propulsão capaz de corrigir a órbita, o observatório depende de uma solução inédita: ser capturado por outra espaçonave e impulsionado para uma altitude mais elevada. Para isso, a Nasa selecionou a empresa americana Katalyst Space Technologies para desenvolver a missão Swift Boost. O plano prevê o lançamento da espaçonave robótica Link, projetada para se aproximar autonomamente do telescópio, realizar sua captura e utilizar seus próprios propulsores para reposicioná-lo em uma órbita mais segura, prolongando sua vida operacional. A operação é considerada especialmente complexa porque o Swift jamais foi concebido para receber manutenção em órbita. Diferentemente de equipamentos modernos, ele não possui portas de acoplamento ou interfaces destinadas a esse tipo de intervenção, exigindo que a espaçonave de resgate utilize mecanismos específicos para agarrar sua estrutura com segurança. Além de preservar um observatório ainda ativo, a missão servirá como demonstração tecnológica para futuros serviços de manutenção espacial. A capacidade de reparar, rebocar ou reposicionar satélites em órbita é vista por especialistas como uma das áreas mais promissoras do setor espacial, com potencial para reduzir custos e ampliar significativamente a vida útil de equipamentos científicos e comerciais. Segundo a Nasa, o desenvolvimento acelerado da missão também representa uma oportunidade de testar novas tecnologias de aproximação e captura robótica em um cenário real. Caso seja bem-sucedida, a operação poderá servir de modelo para intervenções semelhantes em outros satélites que não foram originalmente projetados para receber assistência em órbita. A expectativa é que a Link seja lançada a bordo de um foguete Pegasus XL, em uma missão prevista para ocorrer ainda este ano. Após alcançar o Swift, a nave executará uma série de manobras de precisão antes de elevar gradualmente sua órbita, reduzindo os efeitos do arrasto atmosférico e permitindo que o telescópio continue observando explosões de raios gama, buracos negros, supernovas e outros fenômenos extremos do cosmos.
Nasa prepara missão inédita para 'salvar' telescópio que perde altitude e pode cair na Terra; entenda
Observatório Swift, em operação desde 2004, será alvo de uma tentativa de resgate robótico para elevar sua órbita e prolongar sua vida útil











