A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira 30 uma tentativa do presidente Donald Trump de restringir o direito à cidadania por nascimento, em um revés para uma de suas principais iniciativas anti-imigração.
Os juízes decidiram por 6 votos a 3 manter o direito à cidadania americana para quase todas as pessoas nascidas em solo americano.
No primeiro dia de seu segundo mandato na Casa Branca, Trump assinou uma ordem executiva decretando que crianças nascidas de pais que estejam nos Estados Unidos em situação irregular ou com vistos temporários não se tornariam automaticamente cidadãos americanos.
Alguns tribunais bloquearam a medida ao julgarem que, de acordo com a Cláusula de Cidadania da 14ª Emenda da Constituição dos EUA, quase todos os nascidos em solo americano são cidadãos do país.
Historicamente, os Estados Unidos concedem cidadania pelo princípio de “jus soli”, o chamado direito de solo, no qual quem nasce em território americano vira cidadão americano, incluindo filhos de turistas ou imigrantes irregulares. Há apenas algumas exceções, como filhos de diplomatas estrangeiros.










