O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quinta-feira (6) um decreto restringindo novamente o direito à cidadania americana e outro ampliando a fiscalização do chamado "turismo de nascimento". Em tentativa de driblar a Suprema Corte, que derrubou o decreto anterior de Trump sobre o tema, as medidas tem escopo menor e afetam menos pessoas —mas abrem brechas importantes.
O primeiro decreto estipula quatro novas hipóteses dentro das quais a cidadania não será mais conferida. A primeira retira esse direito de filhos de "inimigos estrangeiros", incluindo membros de uma organização considerada terrorista pelos EUA —como as facções brasileiras Comando Vermelho e PCC.
Essa medida abre brecha para que autoridades federais neguem cidadania a pessoas acusadas de pertencer a uma série de organizações criminosas da América Latina. No passado, a fim de acelerar seu programa de deportação em massa, o governo Trump já acusou imigrantes de pertencer a grupos latino-americanos de narcotráfico sem apresentar provas.
O caso mais emblemático foi o do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, que estava nos EUA legalmente, mas foi preso, deportado e enviado ao Cecot, a notória prisão construída por Nayib Bukele em El Salvador para abrigar membros de gangues.













