Presidente do PL afirma que ex-primeira-dama deixou comando do segmento para cuidar de Bolsonaro e defende que disputas internas não superem objetivo eleitoral do partido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro (ao fundo) em jantar do PL em Brasília — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 20:22 Valdemar Costa Neto Comenta Saída de Michelle do PL Mulher e Conflitos Internos do Partido Valdemar Costa Neto, presidente do PL, comentou a saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher, justificando que a ex-primeira-dama optou por se dedicar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Valdemar minimizou os conflitos internos do partido, destacando que o crescimento da legenda naturalmente traz divergências. Ele defendeu que essas disputas não devem superar os objetivos eleitorais do partido. Michelle, que enfrenta um momento pessoal delicado, também demonstrou cansaço com a política e insatisfação por não ser ouvida nas decisões do PL. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira que as divergências internas do partido são “naturais” e defendeu a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de deixar o comando do PL Mulher para se dedicar aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A manifestação foi divulgada depois de Michelle anunciar oficialmente sua saída da presidência do segmento feminino da legenda, em meio à crise aberta com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na nota, Valdemar minimizou o conflito interno e afirmou que o crescimento da legenda naturalmente amplia as diferenças entre suas lideranças. “O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural isso. Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é muito maior”, afirmou. Sem citar diretamente Flávio ou o embate que se tornou público na última semana, o dirigente acrescentou que os conflitos internos não podem se sobrepor ao projeto político da legenda. “As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que esse governo faz com o nosso país. Oitenta milhões de brasileiros devendo é inadmissível. Os grupos terroristas crescendo é inadmissível”, disse. Valdemar também saiu em defesa de Michelle e afirmou que a ex-primeira-dama atravessa um momento delicado por acompanhar de perto a situação do marido. “Michelle passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando. (…) Decidiu deixar a presidência nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão”, escreveu. Como noticiou o GLOBO, Michelle comunicou a decisão a Valdemar durante reunião realizada na tarde desta terça-feira, na sede nacional do PL, em Brasília. No encontro, ela afirmou estar “cansada” da política, reclamou de não estar sendo ouvida nas decisões internas do partido e chegou a cogitar colocar sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal à disposição. A conversa foi convocada por Valdemar na tentativa de conter a crise desencadeada pelo vídeo divulgado por Michelle na semana passada, em que acusou Flávio Bolsonaro de tê-la tratado com desrespeito e afirmou que Eduardo e Carlos Bolsonaro promoveram ataques coordenados contra ela nas redes sociais. O presidente do PL também tentou convencê-la a participar da reunião organizada por Flávio com lideranças femininas nesta quarta-feira, mas a ex-primeira-dama manteve a decisão de não comparecer.