Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursa em ato do PL Mulher em Porto Alegre (RS) — Foto: Divulgação/PL Mulher Em meio à crise interna no PL, provocada pelo vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro levou a público desentendimentos com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem acusou de maltratá-la e humilhá-la, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, entrará em campo para mediar a conciliação entre ambos. Valdemar adiantou ao Valor que vai se reunir com Michelle na terça-feira (30), em Brasília. Valdemar estava de férias nos Estados Unidos, mas antecipou o retorno ao Brasil para resolver o impasse, que prejudica a campanha presidencial do senador. Um dos motivos de Michelle tornar públicas as desavenças com o senador é a insatisfação com a aliança do PL em construção no Ceará. O partido vai apoiar o pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, Ciro Gomes, e deverá indicar um dos postulantes ao Senado. No caso, o deputado estadual e pastor Alcides Fernandes, que é pai do deputado federal André Fernandes, presidente do PL no Ceará. Michelle alegou, no vídeo, que não concorda em apoiar Ciro Gomes porque no passado, ele fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O desejo de Michelle, que é presidente nacional do PL Mulher, é de que o partido apoiasse para o governo o senador Eduardo Girão (Novo). Na chapa defendida por ela, as duas vagas ao Senado ficariam, uma com Alcides Fernandes, e a outra com a vereadora Priscila Costa, que é sua aliada, e vice-presidente do PL Mulher. Ao Valor, Valdemar afirmou que tentará convencer Michelle que a chapa no Ceará com Ciro Gomes é a melhor opção para enfrentarem a hegemonia local do PT. Isso porque num Estado que é governado pela centro-esquerda há mais de uma década, revezando-se no poder PT e os irmãos Cid (atualmente no PSB) e Ciro Gomes (que estava no PDT), a chapa puro-sangue de direita, defendida por ela, não teria chances de vitória. Valdemar acrescentou que Michelle tem sido contemplada pelo PL em suas demandas em outros Estados. Citou como exemplo a escolha do nome da deputada Caroline de Toni (PL), que será candidata ao Senado em Santa Catarina, dividindo a chapa com o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL). Ao mesmo tempo, Valdemar observou que o PL terá o senador Sergio Moro como candidato ao governo do Paraná. Lembrou que Moro saiu rompido com Bolsonaro quando deixou o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Depois, contudo, eles se reconciliaram, e Moro declarou apoio à reeleição de Bolsonaro em 2022.
Valdemar confirma reunião com Michelle para apaziguar relação com Flávio
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