Ex-primeira-dama anunciou nesta terça-feira a renúncia à presidência do PL Mulher após reunião com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e em meio à crise com Flávio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle Bolsonaro — Foto: Beto Barata RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 21:26 Renúncia de Michelle Bolsonaro à liderança do PL Mulher gera polêmica e divide opiniões políticas A renúncia de Michelle Bolsonaro à presidência do PL Mulher gerou reações distintas. Aliados bolsonaristas consideram a saída como dedicação à família, destacando seu legado no partido, enquanto governistas veem como "expulsão" devido a uma crise interna e conflito com Flávio Bolsonaro. Michelle afirma querer focar no cuidado do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha, Laura. Parlamentares como Damares Alves e Otoni de Paula defenderam Michelle, criticando ataques que ela teria recebido. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher repercutiu entre aliados e adversários políticos nesta terça-feira. Enquanto integrantes do campo bolsonarista classificaram a saída como um gesto de dedicação à família e exaltaram o legado construído por Michelle à frente do braço feminino do partido, parlamentares governistas associaram a decisão à crise interna do PL e ao desgaste provocado pelo embate público com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em nota divulgada após uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Michelle afirmou que deixará o comando do PL Mulher para se dedicar "integralmente" aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha, Laura. No texto, a ex-primeira-dama agradece a Valdemar pela “autonomia” concedida durante sua gestão, faz um balanço do trabalho realizado e afirma que o movimento seguirá crescendo sob novas lideranças. Uma das primeiras a se manifestar foi a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), uma das principais aliadas de Michelle. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a ex-primeira-dama "mudou para sempre a história da participação das mulheres na política" e disse que sua saída demonstra que ela tem "uma causa, e não um projeto de poder". “Agora, você se afasta dessa liderança direta para cuidar da sua família e do nosso grande líder, que tanto precisa de você neste momento. Essa decisão só mostra o que sempre soubemos: você tem uma causa, e não um projeto de poder”, escreveu. Damares também procurou afastar a ideia de que Michelle esteja abandonando a atuação política. “A Michelle não está jogando a toalha. Ela plantou a semente e nos deu as ferramentas. A colheita de tudo o que ela plantou começou agora, e nós somos a continuidade dessa missão”, afirmou. Já o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) também saiu em defesa da ex-primeira-dama e a chamou de “irmã em Cristo”. Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados e em publicação nas redes sociais, manifestou solidariedade a Michelle e à própria Damares e criticou os ataques dirigidos às duas. — Eu subo a essa tribuna para demonstrar minha inteira e irrestrita solidariedade à minha irmã em Cristo Jesus, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e também à senadora Damares Alves. As duas não tem sido atacadas pelo PT ou pela esquerda, mas pelos amigos de Flávio Bolsonaro, de forma covarde — afirmou. O deputado Marco Feliciano (PL-SP) também se manifestou dizendo que “não tem cabimento” as críticas que Michelle está recebendo nas redes. “O que estão escrevendo da minha irmã Michelle aqui no X não tem cabimento! Respeitem a esposa do meu amigo Jair Bolsonaro! Respeitem a mãe da filha do meu líder! A crueldade é uma triste manifestação da natureza humana”, escreveu. Entre parlamentares governistas, a leitura foi oposta. O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que Michelle teria sido "expulsa" do comando do PL Mulher e atribuiu a decisão ao que classificou como uma cultura machista dentro do partido. “Foi expulsa! Um partido com Jair Bolsonaro como líder e Flávio como candidato é machista na raiz e antifeminista. E o pior é que Michelle concorda. São os conservadores, que acham que o homem é o provedor e a mulher submissa. Saíram do túnel do tempo, direto da Idade Média”, publicou. O anúncio da saída ocorre poucos dias depois da maior crise interna da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Na semana passada, Michelle divulgou um vídeo no qual acusou o enteado de desrespeitá-la e afirmou que seus irmãos fizeram ataques "coordenados" contra ela nas redes sociais. O episódio levou Valdemar Costa Neto a assumir pessoalmente a tentativa de pacificação entre os dois, que acabou desembocando na renúncia de Michelle.
Aliados tratam saída de Michelle como missão familiar, enquanto governistas falam em 'expulsão' do comando do PL Mulher
Ex-primeira-dama anunciou nesta terça-feira a renúncia à presidência do PL Mulher após reunião com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, e em meio à crise com Flávio
















