Presidente do Senado recuou e determinou que a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde não será votada nesta terça-feira (30) Senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trocaram afagos em discursos no plenário da Casa nesta terça-feira (30). Mais cedo, eles se reuniram pela primeira vez na Residência Oficial da Presidência do Senado junto do ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães. "Agradeço pela primeira reunião que tivemos hoje pela manhã na Residência Oficial. Agradeço o tom da reunião, a sinceridade, o que construímos na reunião e desejo que esta seja a primeira, de muitas que virão, para construirmos as nossas pautas de acordo com os interesses do governo que eu represento. Mas, também, respeitando o papel de presidente de Poder que vossa excelência tem. Eu quero ajudá-lo cada vez mais a que o Senado tenha essa representação de respeitabilidade, de credibilidade que a sociedade lhe dedica e que nós temos a cada passo de aperfeiçoar", disse Teresa em seu primeiro discurso no cargo de líder do governo na Casa. Em um gesto visto por governistas como um afago à senadora, Alcolumbre recuou e determinou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que confere aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde não será votada nesta terça-feira (30). Senadores, incluindo o relator, Irajá Abreu (PSD-TO), pressionam para que o tempo de discussão da matéria seja reduzido. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entretanto, teme o impacto orçamentário do texto, que é cerca de R$ 27 bilhões em 10 anos. Em resposta a Teresa Leitão, o presidente do Senado declarou que a reunião entre eles foi "muito boa" e que ele tem "total disposição de entender as demandas do governo". O amapaense reforçou, contudo, que o Senado não pode ser somente "carimbador" de matérias aprovadas pela Câmara dos Deputados, em referência à pressão que o governo faz para que ele despache o texto que coloca fim à escala de trabalho 6x1 para o debate dos senadores. "Fiquei muito feliz hoje com a reunião que tivemos na manhã de hoje. Tenho convicção absoluta que vossa excelência compreendeu absolutamente o papel do chefe de poder e presidente do Congresso Nacional. Vossa Excelência tem uma missão muito importante nesta interlocução. Eu falei à vossa excelência, como falo agora ao Brasil, da minha total disposição de entender as demandas do governo, compreender todas as observações e os desejos dessa agenda", falou Alcolumbre. "Mas, ao mesmo tempo, falei que uma matéria debatida há muitos meses na Câmara dos Deputados não pode ser imediatamente, automaticamente carimbada e deliberada no plenário do Senado Federal. Esta é uma cobrança permanente das nossas colegas senadoras e dos nossos colegas senadores em relação ao trâmite adotado pela presidência do Senado Federal em relação a essas agendas. Vossa excelência contará integralmente com o senador Davi, com o presidente do Senado, para tratarmos os assuntos da nossa agenda, do Senado e do país, mas com todo o respeito àqueles que pensam favorável ou contrário às matérias", finalizou o chefe do Legislativo.
Nova líder do governo no Senado e Alcolumbre trocam afagos após primeira reunião
Presidente do Senado recuou e determinou que a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde não será votada nesta terça-feira (30)













