Santiago Peña condenou decisão da UE de manter cotas de exportação, que precisam ser divididas entre países do bloco sul-americano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista geral da sessão plenária da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai — Foto: Daniel Duarte/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 14:23 Cúpula do Mercosul: Críticas às Cotas da UE e Apoio à Venezuela A 68ª cúpula do Mercosul iniciou com críticas do presidente paraguaio, Santiago Peña, às cotas de exportação impostas pela União Europeia, que geram "assimetrias" no bloco. Peña exigiu "resultados concretos" para corrigir essas desigualdades e questionou a justiça na distribuição das cotas. A cúpula também abordou o início de diálogos com o Japão e contou com um minuto de silêncio em solidariedade à Venezuela, proposto por Lula. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A 68ª cúpula de presidentes do Mercosul começou nesta terça-feira, em Assunção, com uma dura crítica do presidente paraguaio, Santiago Peña, às "assimetrias" geradas após a assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia. — O campo não está nivelado para todos por igual, não temos o mesmo mercado, nem as mesmas indústrias, nem a mesma logística —disse Peña ao abrir a sessão na sede da Conmebol, em Luque, nos arredores da capital paraguaia. Além do anfitrião, participam da cúpula os presidentes dos países-membros Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Rodrigo Paz (Bolívia) e Yamandú Orsi (Uruguai), além dos associados José Antonio Kast (Chile) e Daniel Noboa (Equador). O argentino Javier Milei, que inicialmente tinha confirmado sua participação, a cancelou em meio à convulsão política interna devido à renúncia de seu agora ex-chefe de gabinete por um escândalo de suposto enriquecimento ilícito. Em seu duro discurso de abertura, Peña exigiu "resultados concretos" para que o acordo com a União Europeia, assinado em janeiro e cuja ratificação pela UE segue pendente, corrija "as assimetrias". — Para que negociamos com a Europa se o acesso a novos mercados não há de servir para desenvolver o que ainda não está desenvolvido? — reclamou. Gosto amargo Peña denunciou o "gosto amargo" que a implementação inicial do acordo com a UE deixou para seu país. O presidente paraguaio fez alusão ao problema sensível da distribuição de cotas de exportação com preferências tarifárias no bloco regional para os produtos destinados à UE. — É uma questão de justiça. Um Mercosul sem justiça é qualquer coisa menos um bloco fraterno — queixou-se, quando alguns dos parceiros conseguiram se destacar nas primeiras etapas do novo pacto comercial. A UE oferece cotas de importação com benefícios tarifários e é o Mercosul que deve resolver como distribui o volume entre seus membros. — Se o Mercosul quer ser confiável para fora, primeiro deve ser por dentro — afirmou Peña, o primeiro a discursar na cúpula do bloco. —Queremos um Mercosul onde o mais forte pisoteia o mais fraco? — questionou, acrescentando: — O Paraguai mantém sua posição sobre a distribuição das cotas. Isto não é um capricho, isto é justiça. Minuto de silêncio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à direita), cumprimenta o do Paraguai, Santiago Peña, ao chegar para a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul na sede da Conmebol, em Luque, Paraguai, — Foto: Daniel Duarte/AFP A pedido de Lula, os mandatários presentes fizeram um minuto de silêncio em "solidariedade" com a Venezuela e as vítimas dos terremotos mortais que sacudiram o país na semana passada. — Quero começar a minha fala dedicando minha solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis causadas pelos terremotos da semana passada — disse Lula. —Tragédias como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da cooperação regionais — afirmou o presidente brasileiro após o minuto de silêncio.
Cúpula do Mercosul começa com críticas do Paraguai às cotas da UE
Santiago Peña condenou decisão da UE de manter cotas de exportação, que precisam ser divididas entre países do bloco sul-americano














