Chanceleres condenam bloqueios e atos de violência e defendem a estabilidade democrática diante da crise política e econômica boliviana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista da sessão plenária da 68ª reunião de chanceleres do Mercosul na sede da Conmebol, em Luque, Paraguai, em 29 de junho de 2026 — Foto: DANIEL DUARTE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 18:19 Chanceleres do Mercosul apoiam Bolívia em meio a crise e iniciam diálogo com Japão Na véspera da cúpula do Mercosul em Assunção, chanceleres do bloco expressaram forte apoio ao presidente boliviano Rodrigo Paz, em meio a protestos e bloqueios que causaram escassez no país. A reunião, crucial para a estabilidade democrática na região, ocorre durante a pior crise econômica boliviana em décadas. O encontro também marca o início das negociações de um acordo econômico com o Japão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os chanceleres do Mercosul lançaram, nesta segunda-feira, uma forte mensagem de apoio ao governo do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, após semanas de bloqueios rodoviários e protestos que provocaram escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos em diversas cidades do país. A manifestação ocorre na véspera da cúpula de chefes de Estado do bloco, em Assunção, em meio à pior crise econômica boliviana em quatro décadas e a pedidos de renúncia do presidente liderados por sindicatos, grupos indígenas e cocaleiros. Rubén Ramírez, chanceler do Paraguai, país anfitrião da cúpula do Mercosul e que ocupa a presidência temporária do bloco, abriu, nesta segunda-feira, a reunião de ministros das Relações Exteriores, que antecede a 68ª cúpula presidencial prevista para a terça-feira, com forte apoio a Paz. — O bloqueio sistemático de rotas e a contínua violência nas ruas, afetando gravemente a vida cotidiana da população e pretendendo subverter a ordem constitucional da República da Bolívia, são inaceitáveis — disse. — Não devemos nunca esquecer que a estabilidade democrática e a ordem constitucional de cada um dos nossos países constitui um interesse comum e um princípio diretor do Mercosul — acrescentou Ramírez na abertura da Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum. Os presidentes do Mercosul vão se reunir na terça-feira para começar as negociações de um acordo de associação econômica com o Japão. O início das negociações sobre este acordo — similar a um tratado de livre comércio — ocorrerá depois de duas reuniões, em janeiro e março deste ano, nas quais o país asiático e os membros do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — "trocaram informação sobre áreas de interesse e sensibilidades mútuas", segundo um comunicado do bloco. O chanceler paraguaio tinha confirmado na semana passada que sete chefes de Estado da região participariam do encontro desta terça-feira, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora a presença do argentino Javier Milei estivesse em dúvida devido à convulsão política na Argentina após a renúncia, no domingo, de seu chefe de gabinete. Também são aguardadas as participações na cúpula dos presidentes chileno, José Antonio Kast, e equatoriano, Daniel Noboa. A reunião ocorrerá no Centro de Convenções da Conmebol, nos arredores da capital paraguaia. Durante a presidência pró-tempore semestral do Paraguai, o bloco conseguiu concretizar a assinatura de um acordo histórico com a União Europeia, um marco após mais de 25 anos de negociações. O Uruguai assumirá a presidência rotativa na terça-feira. Em sua mensagem de pouco mais de 20 minutos, o chanceler paraguaio reivindicou uma distribuição equitativa dos lucros resultantes deste tratado, assinado em janeiro, e cuja ratificação por parte da UE segue pendente.