A agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para o comércio e o desenvolvimento alertou nesta terça-feira (30) que, embora a reabertura do estreito de Hormuz traga alívio imediato aos mercados de energia, as economias vulneráveis continuam expostas ao risco de aumentos prolongados nos custos dos alimentos e dos combustíveis.

Os sistemas de alimentos e transporte provavelmente levarão mais tempo para se recuperar do que os mercados de energia, já que as cadeias de abastecimento interrompidas precisam de mais tempo para se restabelecer após mais de 100 dias de interrupção no transporte marítimo por essa via navegável estratégica, afirmou a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) em um novo relatório.O estreito, que normalmente transporta cerca de 20% dos suprimentos globais de petróleo e gás, ficou praticamente paralisado durante o conflito desencadeado pelos ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã que começou em 28 de fevereiro.

Embora o petróleo Brent tenha caído drasticamente para cerca de US$ 73 por barril, próximo aos níveis anteriores ao conflito, após o acordo provisório entre os EUA e o Irã, a UNCTAD afirmou que os custos mais elevados de combustível, gás e fertilizantes podem continuar a se refletir na produção agrícola, nos custos de transporte e nos orçamentos das famílias.