O tão esperado acordo para reabrir o Estreito de Hormuz trouxe alívio imediato ao mercado de petróleo, levando os preços aos níveis mais baixos desde o início de março.
Fazer com que quantidades substanciais de petróleo e gás voltem a fluir, no entanto, levará muito mais tempo. Pode levar semanas ou meses, mesmo nas melhores circunstâncias, para que o petróleo e o gás dos poços no Golfo Pérsico cheguem aos compradores na China ou no Japão.
O primeiro grande teste para saber se o acordo funcionará é se ele dará às empresas de navegação confiança suficiente para enviar seus navios pelo estreito, uma via navegável estreita que separa o Irã da Península Arábica. Se enviarem, os petroleiros que ficaram retidos no Golfo Pérsico poderão levar combustível tão necessário aos compradores ao redor do mundo.
O que virá depois dependerá muito de quanto tempo as empresas acham que a reabertura vai durar. Os Estados Unidos e o Irã concordaram com uma trégua de 60 dias durante a qual tentariam chegar a um acordo mais amplo sobre o programa de armas nucleares do Irã e as sanções americanas contra o país.
Isso deve ser suficiente para que navios vazios que estão perto do estreito façam a viagem até portos em países como Iraque ou Kuwait e voltem. Mas pode ser um cálculo mais difícil para petroleiros mais distantes, especialmente se os armadores tiverem dúvidas sobre a durabilidade do acordo.













