0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Primeiros petroleiros iranianos cruzam zona de bloqueio dos EUA, relata site de rastreamento — Foto: Reprodução/TankerTrackers RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 10:50 Navegação no Estreito de Ormuz Retoma e Impacta Preços do Petróleo A retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, com petroleiros iranianos cruzando a área bloqueada pelos EUA, marca uma mudança crucial nas expectativas econômicas desde o início da guerra no Oriente Médio, segundo Helder Queiroz. O preço do petróleo caiu para menos de US$ 80, mas a recuperação logística e de produção de países como Arábia Saudita ainda é incerta. Adriano Pires prevê que o barril se manterá acima de US$ 80 devido à baixa dos estoques e alta demanda no Hemisfério Norte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A notícia da retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz — os primeiros petroleiros carregados com petróleo iraniano cruzaram nesta quarta-feira a área que havia sido bloqueada pelos Estados Unidos — representa a mais importante mudança na formação das expectativas dos agentes econômicos desde o início da guerra no Oriente Médio, na avaliação de Helder Queiroz, professor/pesquisador do Grupo de Economia da Energia da UFRJ e ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Desde o anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã, a cotação do petróleo recuou, caindo para pouco menos de US$ 80 por barril nesta manhã. E pode cair ainda mais, afirma Queiroz. — Pode ser que, mesmo em um cenário de volatilidade e equilíbrio instável, a queda do petróleo continue e até se acentue. Hoje o barril já está em US$ 79, cerca de US$ 15 abaixo do valor registrado há 15 dias. Se vai retornar ao patamar anterior e em quanto tempo, seria apenas um chute. Ainda levará algum tempo para a retomada dos fluxos logísticos e da produção de países importantes, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que sofreram cortes durante a guerra. Quanto tempo? Não sei. Precisamos aguardar mais sinais sobre a estabilidade efetiva do acordo — diz o professor. Para Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e atuante há mais de três décadas no setor, os próximos 60 dias serão decisivos. Pires não acredita que o preço do barril volte ao patamar anterior ao início do conflito no Oriente Médio. Ele lembra que, no começo do ano, a cotação do petróleo estava na faixa dos US$ 60 e chegou à casa dos US$ 70 pouco antes do ataque americano ao Irã. A queda para abaixo de US$ 80 é natural, segundo ele, diante da expectativa de assinatura formal do acordo na sexta-feira. Ainda assim, sua estimativa é de que o barril permaneça acima dos US$ 80 até o fim do ano. Além dos danos à infraestrutura de produção, destacados por Queiroz, Pires lembra que os estoques globais estão em níveis reduzidos e a demanda aumenta no verão do Hemisfério Norte. — Há riscos no mercado de petróleo que continuam presentes. O primeiro é o próprio risco de guerra: qual foi o tamanho dos danos, quanto tempo será necessário para a recuperação e para a normalização da navegação no Estreito de Ormuz, 30, 60 dias? O segundo fator é o baixo nível dos estoques. Não é possível ampliar a oferta da noite para o dia, justamente em razão dos problemas causados pelo conflito. Além disso, estamos entrando no verão do Hemisfério Norte, período em que o consumo aumenta. Quando se somam os riscos da guerra aos riscos de mercado, a tendência é que o petróleo permaneça acima de US$ 80 até o fim do ano. Mas ainda há muita volatilidade. No início do ano, o barril estava em torno de US$ 60 e se falava em excesso de oferta. Essa sobreoferta deixou de existir. Os próximos 60 dias serão determinantes para saber se minha previsão está correta ou não — afirma Pires.