O presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), é alvo de uma investigação do Ministério Público do Paraná sob suspeita da prática de venda de cargos públicos na estrutura do Poder Executivo municipal e de "rachadinha". Ele exerce o sexto mandato na Casa.

Na manhã desta segunda-feira (29), 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao vereador, incluindo seu gabinete na Câmara. A operação foi feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP. A ação foi batizada de Operação Prática Corrente.

Aliado do prefeito da capital paranaense, Eduardo Pimentel (PSD), Kuzma se manifestou por meio de nota, na qual alega que ainda busca informações sobre a investigação. Também disse que vai colaborar com as autoridades de forma transparente e sugeriu, sem dar detalhes, que o caso estaria atrelado às eleições.

"Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio das redes sociais e da imprensa", disse ele em nota.

"Tenho orgulho da minha trajetória, da minha fé, dos meus valores cristãos e de sempre ter pautado minha vida pública e pessoal pela honestidade, pela retidão e pelo trabalho", afirmou o vereador. "Nenhuma tentativa de ataque, venha de onde vier, vai me desviar da minha responsabilidade com Curitiba", continuou.