O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) e a bancada do PT na Câmara dos Deputados acionaram, nesta segunda-feira 25, a Procuradoria-Geral da República para investigar o deputado federal Mario Frias (PL-SP) por suposta prática de rachadinha em seu gabinete. O caso veio a público após reportagem do portal g1 com base em relatos e documentos atribuídos a uma ex-assessora parlamentar.

A representação apresentada por Alencar pede a apuração de indícios de peculato, concussão (quando um funcionário público exige vantagem indevida), corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O encaminhamento à PGR se deve ao foro privilegiado de Frias, já que como deputado federal ele é julgado pelo Supremo Tribunal Federal, e cabe ao procurador-geral Paulo Gonet apresentar eventual denúncia.

A ex-assessora Gardênia Morais, que trabalhou no gabinete de Frias entre fevereiro de 2023 e maio de 2024, afirmou ao g1 que o parlamentar “sabia de todas as devoluções” e que “foi um combinado inicial”. Segundo ela, outras pessoas do gabinete também participavam do esquema, e o então chefe de gabinete Raphael Azevedo — descrito como o “braço direito do deputado” — era o responsável por operacionalizar os repasses no dia a dia.