Tico Kuzma (PSD) está em seu sexto mandato como vereador da capital paranaense; ação do Ministério Público cumpriu 13 mandados de busca e apreensão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tico Kuzma (PSD) — Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 09:15 Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de investigação por "rachadinha" O presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), está sob investigação por suposta venda de cargos e prática de "rachadinha". A operação do Gaeco, do MP-PR, cumpriu 13 mandados de busca, apreendendo documentos e dinheiro. Kuzma, em seu sexto mandato, nega as acusações e atribui a ação ao ano eleitoral. A Câmara e a Prefeitura afirmam colaborar com as investigações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O vereador Tico Kuzma (PSD), presidente da Câmara de Curitiba, foi alvo de uma operação deflagrada nesta segunda-feira que apura a possível prática de venda de cargos públicos e do crime de "rachadinha". Ao todo, a ação comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. A operação Prática Corrente cumpriu diligências no gabinete de Kuzma. Foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos. Os materiais, segundo o MP, será periciado e "poderão auxiliar na continuidade das investigações". Além disso, também foi apreendida uma quantia de dinheiro em espécie. As investigações começaram no ano passado e apontam que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes para cargos públicos da Câmara. Em troca da nomeação, o parlamentar também teria pedido a devolução de parte do salário dos servidores, conforme informações do portal de notícias g1. Operação contra Tico Kuzma (PSD) — Foto: Divulgação/Gaeco-MPPR Quem é o vereador Kuzma integra a base política do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD). Ambos são da mesma sigla do governador Ratinho Júnior. O vereador está em seu sexto mandato consecutivo, sendo eleito pela primeira vez em 2004. No site oficial da Câmara, o vereador se define como "autodeclarado de centro-direita", e afirma ser "participante ativo de grupo de jovens na igreja", casado e defensor da causa animal. Em sessão realizada ontem, Kuzma atribuiu a operação ao ano eleitoral, alegando a tentativa de criar "fatos e narrativas" para desgastar adversários políticos. Ele também chegou a afirmar não ter conhecimento formal da ação policial, além de ressaltar que irá se informar sobre o teor da investigação. — Como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, faço questão de reforçar que a instituição permanece à disposição para colaborar com tudo que for necessário, com responsabilidade, transparência e respeito às autoridades — declarou. — Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa. Me orgulho da minha trajetória, da minha fé e dos meus valores cristãos — disse em outro momento. Em nota pública, a Câmara Municipal de Curitiba afirmou que autorizou o acesso às dependências da Casa "em atendimento à solicitação da autoridade competente" e que permanece à disposição para colaborar com as investigações. Já a Prefeitura da capital paranaense, em comunicado enviado ao g1, declarou que as nomeações para cargos no Poder Executivo seguem "critérios técnicos e administrativos", sem que haja tolerância com atos que "desvirtuem" tal processo. "Confirmada qualquer irregularidade envolvendo servidores municipais, a Prefeitura determinará o imediato afastamento dos envolvidos e adotará todas as medidas administrativas e legais cabíveis, com absoluto rigor e respeito ao devido processo legal", diz a nota.
Quem é o presidente da Câmara de Curitiba alvo de operação contra 'rachadinha' e venda de cargos na Prefeitura
Tico Kuzma (PSD) está em seu sexto mandato como vereador da capital paranaense; ação do Ministério Público cumpriu 13 mandados de busca e apreensão







