O governo brasileiro planeja adotar uma relação pragmática com as novas lideranças de direita da América Latina, após nomes como Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e Keiko Fujimori, no Peru, assumirem suas respectivas Presidências.
A relação com os países vizinhos não deve ser prejudicada pelas divergências ideológicas com o presidente Lula (PT), segundo interlocutores. Para eles, os interesses em parcerias e na manutenção de uma relação comercial com o Brasil devem prevalecer.
Embora as relações do Brasil com cada governo devam ser preservadas, a crescente da ultradireita no continente deve afetar ações coletivas como na esfera do Mercosul, da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e da reconstituição da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) —dois blocos de diálogo político entre os países sul-americanos.
Caso Lula se reeleja na disputa pela Presidência deste ano, setores do Planalto observam que a integração regional do Brasil com a América Latina pode ser um novo desafio em vista, frente a um ambiente mais rodeado por governos simpáticos à direita.
Por outro lado, há interesses que devem se manter preservados na relação dos vizinhos com o Brasil, como a cooperação com os setores energéticos e de gás, além do interesse no comércio transatlântico.













