Os jogadores do Irã estão tendo uma Copa do Mundo inesperadamente boa. No último domingo (21), empataram com a Bélgica, nona colocada no ranking mundial, em Los Angeles, ficando ao alcance das fases eliminatórias. Na Suíça, os diplomatas iranianos estão marcando ainda mais gols.

Na segunda-feira (22), o Departamento do Tesouro dos EUA virou de cabeça para baixo quatro décadas de política americana ao emitir uma isenção de sanções permitindo a produção, venda e entrega de petróleo iraniano por 60 dias. A medida trará alívio imediato ao regime iraniano e pode, com o tempo, tornar o Irã rico novamente.

Os Estados Unidos proibiram suas empresas de comprar petróleo iraniano em 1980, em resposta à crise dos reféns em sua embaixada em Teerã no ano anterior. Esse embargo foi complementado no início dos anos 2010 por sanções "secundárias" que expunham outros compradores a penalidades americanas. Essas sanções foram suspensas sob o acordo nuclear de Barack Obama em 2015 e depois reimpostas, de forma mais severa, quando Donald Trump rasgou o pacto três anos depois.

A isenção mais recente vai muito além de qualquer outro alívio. Uma liberação anterior, emitida por Trump enquanto a guerra entre os países estava em curso, cobria apenas o petróleo iraniano já carregado em navios. Licenças concedidas a terceiros países sob Obama exigiam que eles reduzissem as compras, o que fez as exportações caírem de 2,5 milhões de barris por dia em 2011 para 1,5 milhão em 2012. Mesmo o acordo nuclear de Obama suspendeu apenas as sanções secundárias.