Brasil e Japão vão se enfrentar na fase final de uma Copa do Mundo, e você não será chamado de louco se jogar suas fichas na formação asiática. Sim, o favorito nas casas de aposta é o time verde-amarelo, pentacampeão, porém a possibilidade de um resultado diferente está muito longe de ser vista como uma aberração, algo absolutamente imprevisível.
Em 1996, foi assim, uma zebra tratada como hedionda em terras brasileiras, milagrosa em ilhas nipônicas. Na primeira rodada dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em jogo realizado em Miami e decidido em uma trombada do goleiro Dida com o zagueiro Aldair, o meio-campista Teruyoshi Ito balançou a desprotegida rede para definir o 1 a 0.
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Ainda que sem grandes consequências práticas no torneio –o Japão caiu na fase inicial, o Brasil levou a medalha de bronze–, a partida se tornou um marco para um futebol em desenvolvimento. Foi para os japoneses o "Miami no Kiseki", o "milagre de Miami", obtido contra os tetracampeões Aldair e Bebeto e os futuros pentacampeões Roberto Carlos, Juninho Paulista, Rivaldo e Ronaldo.
Trinta anos depois, as equipes vão se reencontrar nos Estados Unidos, desta vez em Houston e sem restrições de idade –na Olimpíada, são permitidos apenas três atletas acima de 23 anos de cada lado. Na próxima segunda-feira (29), no NGR Stadium, a hipótese de um triunfo nipônico não parece necessariamente atrelada a uma excepcional intervenção divina.














