Ainda que as feras do Ancelotti tenham demorado a mostrar suas garras, o Brasil chega a seu primeiro mata-mata na Copa como favorito —ao menos para as bets. Oito casas consultadas pagavam na manhã desta sexta (26) de 1,65 a 1,78 a cada real apostado na vitória da seleção. O "odd" para o triunfo do Japão era bem mais sedutor: de 4,6 a 5,25.

Mas até o Brasil alquebrado de Zagallo de 1974, talvez o pior escrete de todos os tempos no arranque de uma Copa, fosse favorito contra o melhor Japão histórico. E, batamos todos na madeira, se perdermos nossa hegemonia até nesse campo simbólico, o que nos sobra?

A eterna potência ambiental que não titubeia em perfurar poços de petróleo?

No atletismo masculino, ao menos na longa distância, a situação é muito diferente.

Há 28 maratonistas japoneses no Top 200, e 81 no Top 500 da liga mundial de 2026. O melhor é Suguru Osako, que cravou 2:05:59 na maratona de Tóquio, abaixo de seu recorde da distância, 2:04:55, em Valência, pouco menos de três meses antes, em dezembro. O melhor maratonista brasileiro de 2026, Johnatas de Oliveira, é apenas o 541º da distância, com seu 2:12:10 em Sevilha, em fevereiro.