A entrada do Hospital Dr. Domingo Luciani, na região de El Llanito, em Caracas, estava congestionada neste sábado (27). Centenas de pessoas de diferentes partes da capital da Venezuela chegavam carregando água, alimentos, produtos não perecíveis, toalhas umedecidas e outros itens.

Havia pessoas de todas as idades, como grupos de jovens atendendo ao chamado para doar sangue aos feridos nos dois terremotos que atingiram o país, além de familiares que aguardavam atentos às necessidades das vítimas internadas no local.

Outros consultavam as listas das pessoas que deram entrada no hospital público. Voluntários entravam e saíam do hospital, assim como padres, freiras católicas e pessoas de outras religiões. A missão é a mesma: levar esperança e acompanhar quem sofre após a tragédia.

O número de mortos na Venezuela chegou a 1.430, com ao menos 3.238 feridos e 3.142 pessoas desabrigadas, segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da líder interina Delcy Rodríguez.

A médica Judith Veracierto, especialista em traumatologia, afirma que a equipe está atendendo pacientes vindos de La Guaira, declarada "zona de desastre" pelo regime sob a liderança interina de Delcy Rodríguez. Segundo ela, até o momento cerca de 300 pacientes receberam atendimento na emergência.